Quarta, 08 de Fevereiro de 2012
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Celso Felício Panza
Rio de Janeiro / RJ
26/02/2010 - 10h07
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IMACHIAVEL, VISTO POR MIM SEU PRINCIPADO.
Chamado por forças transcendentais para realizar desejos de um Principado, de molde a perenizar no poder por temporalidade necessária àqueles que expurgariam as “desigualdades” existentes, Machiavel, fundado no princípio discutido historicamente de “fins justificarem meios”, explicou sua teoria que partiria da realidade para a doutrina, não o inverso como muitos entendem, e se aplicaria ao novo Principado.
E ajuntou ser lícito discordar da formação dessa idéia, de sua tese, mas difícil de demonstrar que o convívio político tenha outra adaptação que não seja “os fins justificando os meios”.
E ponderou: “fiz da prática, do realismo, do que acontece, pelo estudo da lógica e da constatação, uma teoria.É Violento e brutal o que formulo, os meus princípios, os “Princípios do Maquiavelismo”.
Embora repugnantes e repulsivos, tanto quanto chocantes por amoralidade, incorporam a realidade interna do poder político de todos os tempos. E de meus estudos penso que será sempre assim, com maior ou menor intensidade.
Decorre da natureza humana em sua maioria absorvida pelo mal embora em sua origem seja bondade e inocência como na criança.
O Poder tem esse poder de mudar pessoas. É matemático nas personagens históricas, ainda que bíblicas. Basta conhecê-las. Suas condutas precedentes e no exercício do Poder.Minha Teoria é contribuição para superação desse amoralismo, meta difícil.”
Assentiu depois da breve exposição ao chamamento e, após a avaliação do que encontrou no futuro Principado, deu seu diagnóstico e caminhos a seguir.
Traçou então tais caminhos, após análise superficial diante de sua vastíssima percepção e vivência de séculos.
E vaticinou: “Se há alguém com estrela, “com uma astúcia feliz” como referi na minha obra máxima,“ O Príncipe”, e com destino de alguma visão do povo, entendendo-o e suas necessidades básicas, acrescentado de algum discurso que possui e domina, falando a mesma língua da massa, independendo de altos conhecimentos, e que esse mesmo povo o compreende e aplaude, este será o nosso Príncipe.
Se o predestinado chegar ao trono com a moeda debilitada diante da ameaça de fatores políticos sucessórios, embora forte a moeda antes, mantenha os princípios que tornaram essa moeda forte. Fortaleça-os mais e mais. Faça isso a qualquer preço. Fortifique-a mantendo “superavitários” os números que impressionem o capital, trazendo mais moedas de outras nações, mesmo que sejam improdutivas.
E retire sua taxações e prazos para circularem livremente no Principado. Que fiquem sempre altamente líquidas e voláteis. Deixe-as entrar e sair na forma de suas vontades.
Nos primeiros momentos do principado feche a bolsa, encerre as portas do cofre mesmo com sacrifícios de todos. Tribute mais, crie impostos que a lei não permite, mesmo a lei maior do Principado, até para obrigar idosos a pagar valores que pagaram a vida toda (seguro previdenciário) para obter ao final o benefício, e diga que renda e trabalho, separados ou juntos , não são os únicos fatores que geram receita, renda, que pensão também é receita e não benefício para o qual já se pagou, mesmo que contrarie tudo que se sabe a respeito em termos de doutrina e escolas, que não é mais, portanto, despesa de custeio, seguro, como sempre foi, que passa a ser fato gerador de renda como base de cálculo para pagar um tributo que nunca existiu, que não é paradoxal pagar seguro (previdência) e na hora de receber o seguro, continuar pagando, como se fosse um veículo roubado ou furtado , segurado enfim, e que após a cobertura e a ocorrência do termo para indenizar (sinistro) continuasse a pagar o custeio, etc.
E estimule o capital mantendo os maiores juros mundiais, mesmo reduzidos homeopaticamente, vedando investimentos de todos, nacionais e estrangeiros, minimizando taxas de crescimento, mesmo que taxas maiores pudessem ocorrer por força das riquezas nacionais, e ainda que a taxa de emprego objetivada não seja alcançada e a informalidade cresça.
Aumente o acesso ao crédito através dos depositários da moeda conhecidos como bancos, faça para eles uma garantia fortíssima e eles emprestarão àqueles que significavam risco, descontando dos salários ou pensões, mesmo acanhados. Assim emprestarão a quem mais precisa sem risco algum, mesmo que vá desencadear esvaziamento do que é básico, e todos verão que o crédito cresceu, houve a ele acesso para os de menor renda, o que não ocorria antes.
Assim Colocará o sonho ao alcance da miséria ainda que com sacrifício, por vezes, da mesa e do remédio.
E se houver venda de consciências no Principado, para fazer valer leis contra leis imodificáveis, Regras Fundamentais, e o maior advogado público do Principado disser que houve, e for para o maior Tribunal do Principado afirmar o fato e sua existência, fique indiferente o Principe, pois nos Tribunais da Humanidade o que sempre se usou como defesa foi negar o fato, sua autoria, ou negar sabê-lo.
E se proclame o Principado o melhor, o nunca visto, o insubstituível, o que fez que ninguém fez desde que o Principado foi descoberto , e se cerque de quem está próximo da massa, parlamentares, que por ela são ouvidos por interesses básicos nunca saciados, mas mesmo assim ainda são seguidos, embora a ética não pratiquem e todos saibam.
E se obrigue o sufrágio sob penas pecuniárias e de cidadania, para que haja obrigatoriedade onde o ato deve ser livre, democrático, como em todas as nações, para se que escolha quem representa ou não e se vá votar mesmo se inexiste quem representa ideais.Isso Facilita cooptação do voto.
E Que as várias tendências que formem agremiações políticas se tornem bem desordenadas e pratiquem a infidelidade quanto aos seus princípios, pois da desordem de objetivos se colhe muitas consciências.
E se houver leis para a ordenação desses princípios, que a Justiça diga em Corte, ser a melhor interpretação aquela que desdiz e nega a lei, logo que a lei trará insegurança jurídica.
E Não deixe que ninguém questione o Principado e o Príncipe, não os exponha, não fiquem visíveis para a massa seu dogmas, não deixe transparecer que o Principado é vulnerável, porque por mais que a massa não conheça as letras e o que ocorre, tem mínima sensibilidade.
Procurem os assessores calar sempre o Príncipe. Que ele exerça a paciência se for impulsivo. Que seja comedido. E se o Principado tem um prazo para acabar ou continuar, quando estiver para acabar abra a bolsa e a porta do cofre. Mas abra mesmo, não importa se no futuro haverá sérios problemas.
E abra para aplacar a fome se houver alguém comendo sopa de barro para pesar na barriga, pois isto é justificável e desejável, impositivo mesmo, humano, necessário e contra o que ninguém se porá.
Mas Se outro Principado anterior vinculou abrir a bolsa em razão de colocar-se uma criança na escola, que não se acabe com isso, mas pegue para si os méritos do que já foi feito. Dê o que sai da bolsa sem muitas trocas, nem condições, para que o súdito que recebe, saiba que está recebendo porque é pobre, não para que um seu filho deixe de ser pobre, e quem sabe, não precise de esmola no futuro porque estudou, estudo difícil e que não qualifica, já que a verba da educação deve sempre ser restrita.
Dessa Forma vai sempre se lembrar que é um dependente do Principado, da esmola; deverá sempre com seus filhos, também sempre pobres, assim permanecer porque o horizonte do estudo não se abriu, mas será grato sempre pelo que recebeu sem muitas trocas em serviços.
Não tenha dúvidas que o poder do Principado se perenizará. Ninguém pode vencer a fome ou retirar o objetivo supremo de todos; SOBREVIVER.
E nosso Machiavel traça seu perfil até hoje conhecido e adotado:
Fui canonizado politicamente como mestre no século XIX e transformado em herói nacional pelo movimento de unificação da Itália, o “RISORGIMENTO”, porque falei a verdade.
Por falar a verdade todos me festejam. Opostos me seguem e aplaudem. Mussolini me fez precursor do fascismo e Gramsci, marxista, me assimilou. O que fiz sempre foi eviscerar o que acontece com os homens no Poder. A verdade é meu lema e minha vida”. Maquiavel.
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