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10/11/2008 - 17h46
Fonte: G1
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou analisar dois recursos da campanha de Marta Suplicy (PT) contra o prefeito reeleito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). Os dois recursos foram protocolados no final de agosto, durante a campanha eleitoral, mas somente na semana passada foram distribuídos aos ministros relatores.
Segundo o TSE, os processos só tiveram andamento no início de novembro "devido ao grande volume de ações de registro de candidatura que tramitaram no tribunal durante o período eleitoral".
Um dos recursos pede a cassação do registro de candidatura do prefeito devido à edição de junho da revista "Olhar São Paulo", de acordo com o TSE. A coligação da petista alegou que a revista veiculou propaganda eleitoral de Kassab antes do início do prazo permitido e que foi financiada com recursos públicos.
O pedido inicial foi feito na Justiça Eleitoral de São Paulo, mas foi negado. Na decisão, o juiz Marco Antonio Martin Vargas afirmou que "o material divulgado não insere em qualquer momento o nome do prefeito e tampouco sua imagem exceto a menção do cargo público que administra o município" e que a revista é de "caráter informativo".
De acordo com o TSE, o outro recurso é referente a panfletos que mencionariam a inclusão do nome dela e de Paulo Maluf na relação de candidatos que respondem a processos. A relação, produzida pela Associação dos Magistrados Brasileiros, ficou conhecida como “lista suja”.
Segundo informações do TSE, o recurso de Marta afirma que a propaganda “passou dos limites do tolerável e adentrou as sendas da ofensa moral que as regras de direito eleitoral não admitem”.
A petista também argumentou que o panfleto não tinha identificação de autoria.
Na primeira instância, a Justiça havia determinado o recolhimento do panfleto. A coligação de Kassab recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e conseguiu modificar a decisão.
Segundo a assessoria do prefeito, após o TRE-SP ter rejeitado o pedido da coligação da petista, a defesa aguarda novo julgamento no TSE para se manifestar.
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