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23/08/2010 - 20h04
Fonte: Último Segundo
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A corte do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) julga neste momento o processo de cassação do mandato da vereadora Clarissa Garotinho (PR), por infidelidade partidária. A ação foi movida pelo PMDB, em 2008, depois que a parlamentar deixou o PMDB rumo ao Partido Republicano após ser eleita.
Nesta segunda-feira (23), o pai da vereadora, o ex-governador Anthony Garotinho, escreveu em seu blog que a filha está sendo vítima de "covardia". "Clarissa não trocou de partido, entrou para o PR, onde é candidata a deputada estadual, por não lhe darem outra alternativa", afirmou. "Com a minha saída do PMDB, Cabral e seus aliados começaram a persegui-la no partido", escreveu o ex-governador.
Em defesa da filha, Garotinho ainda argumentou: "Clarissa disse aos dirigentes do PMDB que, em respeito à Lei Eleitoral, ia permanecer no partido.
Avisaram-na então que (ela) iria ser expulsa e foi proibida de usar a sigla do partido. A mesma lei eleitoral diz que em caso de perseguição política ou discriminação pessoal é permitida a saída de uma sigla partidária sem a perda de mandato. Querem mais perseguição do que essa?", finalizou.
Segundo a assessoria do TRE-RJ, não há prazo para o fim do julgamento de Clarissa Garotinho.
Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou o pedido de suspensão da cassação de Rosinha Garotinho da prefeitura de Campos dos Goytacazes, norte fluminense. Rosinha perdeu o mandado após ser condenada por abuso de poder econômico e uso idenvido dos meios de comunicação nas eleições de 2008.
Flavia Salme
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