Sábado, 26 de Maio de 2012

VoteBrasil

Seu Portal de Informações e Notícias Políticas

Eleito dois anos como Melhor Site de Política pelo Prêmio iBEST -->

Regional: Camara Municipal Assine Nosso Feed

16/12/2010 - 12h20

Fonte: Diario Catarinense

SC - Presidente eleito da Câmara da Capital comentou suposta compra de votos na Casa

"Por que não denunciou antes do resultado?", questiona vereador Jaime Tonello, de Florianópolis

Altere o tamanho da letra: A- A+

Jaime Tonello (DEM), presidente eleito da Câmara de Vereadores de Florianópolis, comentou na manhã desta quinta-feira umas das declarações de João da Bega (PMDB), que afirmou: "Pena eu não ter o dinheiro para cobrir a proposta". A declaração está em vídeo, denunciando suposta compra de votos nas eleições para presidente da Casa.

O pleito ocorreu na última terça-feira. Tonello, candidato da oposição, venceu João da Bega, da base governista, por nove votos a sete. Após a derrota, João insinuou, sem saber que estava sendo filmado, que alguns vereadores teriam vendido o apoio.

Em entrevista à rádio CBN Diário na manhã desta quinta-feira, Tonello foi questionado se a declaração "não tinha dinheiro para cobrir" faria referência a uma oferta melhor da base de oposição. O presidente eleito enfatizou que a afirmação aconteceu "por causa de um descontrole emocional após perder uma batalha numa eleição transparente e que não há insinuação".

— Ele foi infeliz nas colocações. O que chama atenção é por que (João da Bega) não foi à tribuna colocar a situação antes do resultado? — questionou Tonello.

Ele também enfatizou que não ouviu nada pelos corredores da Câmara antes do caso ser veiculado na imprensa.

Dário Berger denuncia vereador

O vereador Asael Pereira (PSB) falou na quarta-feira sobre a denúncia de compra de votos na eleição da Câmara de Vereadores de Florianópolis e disse que as declarações do prefeito Dário Berger não são verdadeiras. Ele também afirmou que votou na oposição para que houvesse maior independência no Legislativo municipal.

Apesar de ser vice-líder do governo na Câmara, Asael diz que apoiou Jaime Tonello (DEM) por causa de votações em caráter de urgência e sem discussão com a comunidade:

— Eu acho que a Câmara tem que ter a sua independência e ter a sua fiscalização, que, até então, não tinha. Eu acho que os processos que vinham do governo eram empurrados goela abaixo. Os vereadores tinham que votar, era tudo em regime de urgência, colocado sem análise para os vereadores, sem discussão pela população, sem discussão pela comunidade, pela sociedade civil organizada.

Eu acho que os projetos estavam sendo empurrados a toque de caixa. O meu argumento é o seguinte: eu votei apenas no vereador Jaime Tonello porque eu acho que nele eu senti uma firmeza democrática dentro da Câmara para todos os vereadores. Todos. Não só situação, não só a oposição.

Asael também criticou a denúncia feita pelo prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), que disse nesta quarta-feira que o vereador lhe pediu R$ 300 mil em troca do voto para o candidato da chapa governista João da Bega (PMDB).

— Isso é uma acusação gravíssima. Ele está levantando um fato inverídico. E vou entrar com uma ação jurídica, que ele apresente provas. Eu apenas quero que ele me apresente provas, fatos reais de que realmente houve negociação da minha parte, o que é um absurdo. E não só eu, como também acusou outros vereadores. Isso é muito feio, isso é muito grave da parte do prefeito. Acho que nessas horas ele está sendo infantil — afirma Asael.

Inquérito

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) vai abrir um inquérito para apurar a denúncia de compra de votos na eleição da Câmara de Vereadores de Florianópolis. A representação foi feita nesta quarta-feira pelo vereador João Amin (PP) e recebida pelo promotor Durval da Silva Amorim, que atua na Defesa da Moralidade Administrativa.

O MPSC deve requisitar também a abertura de um inquérito pela Polícia Civil para apurar possível ocorrência de corrupção ativa e passiva.

Gravação

Sem saber que estava sendo filmado, o vereador João da Bega fez a denúncia de que um vereador teria pedido R$ 230 mil para votar nele na eleição para presidente da Câmara dos Vereadores de Florianópolis. O vídeo exibe o momento da denúncia.

Video : http://bit.ly/g6c6zn

O atual presidente da Câmara, Gean Loureiro, explicou que, se forem apresentadas provas, haverá a instauração de um processo parlamentar que poderá levar a cassação do vereador que tenha cobrado pelo seu voto.

Ação

O PSOL informou ao colunista Roberto Azevedo que pretende entrar com uma ação de prevaricação contra o prefeito Dário Berger e o vereador João da Bega por entender que, se eles sabiam do jogo nos bastidores da eleição da Câmara, deveriam ter divulgado antes da escolha.

O presidente nacional e estadual do PSOL, o ex-deputado Afrânio Boppré, indagou que, se caso o grupo apoiado pelo prefeito tivesse os R$ 230 mil “que faltaram”, teria repassado os recursos aos “vereadores rebeldes”?

O PCdoB também estuda medidas judiciais contra as declarações do prefeito.

O vereador João da Bega informou que o PSOL e o ex-deputado Afrânio Boppré podem fazer qualquer interpelação judicial, e que ele estará pronto para fazer sua defesa. Segundo João da Bega, ele não cometeu crime de prevaricação porque tornou pública a tentativa de compra de voto.

O mesmo, diz o vereador, se aplica ao prefeito, que inclusive citou os nomes de vereadores que, supostamente, pediram dinheiro para votar no candidato apoiado pela prefeitura.

João da Bega voltou a afirmar que só citará nomes em momento oportuno e que, até agora, não sabe se o vereador que lhe pediu R$ 230 mil dizia a verdade ou estava apenas o “testando”.

Comentários desta Notícia

Seja o primeiro a comentar esta notícia, clique aqui!


Os direitos autorais desta página são protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998 - © Copyright 2012 VoteBrasil