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Osni Gomes

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Osni Gomes, jornalista em O Estado do Paraná, Tribuna do Paraná, Folha de Londrina, O Paraná, Jornal da Manhã e A Notícia. Radialista em Ponta Grossa/Cascavel/Curitiba PR. Ancora nas TVs Esplanada, Carimã e Bandeirantes. Foi Assessor de Imprensa da Batavo, Prefeitura de P. Grossa, Secretaria de Estado do Trabalho.

25/04/2010 - 21h26

Rombo na Assembleia do Paraná pode ser superior a R$ 5 milhões

Dez pessoas foram presas em Curitiba envolvidas com um rombo na Assembleia Legislativa do Paraná que pode chegar a R$ 5 milhões. O resultado de uma sindicância sobre o escândalo sai nesta segunda-feira.

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Oito ações propostas pelo Ministério Público do Paraná (MPE), todas por improbidade administrativa, podem chegar a um rombo superior a R$ 5 milhões. Numa prisão de 10 pessoas envolvidas neste fim de semana, em Curitiba, apreendeu 73 carros; cerca de a R$ 250 mil em dinheiro (em reais, dólares e euros); um computador; um triturador de papéis; documentos picotados; seis armas e munição de uso restrito das Forças Armadas.

O resultado da sindicância já está pronto e deve ser divulgado nesta segunda-feira pela Assembleia Legislativa do Paraná. As denúncias saíram de matérias divulgadas pela Imprensa do Paraná, especialmente o Jornal Gazeta do Povo e a Rede Paranaense de Comunicação, acusando que cerca de 36 pessoas receberam salários da Assembleia no ano passado, mas não aparecem na lista de servidores da Casa. O número, entretanto pode chegar a 607 pessoas que eram “fantasmas” contratados pelo Legislativo, atuando em vários setores da Casa.

Neste fim de semana 10 pessoas foram presas por envolvimento no esquema. Três são ex-diretores da Casa: Abib Miguel (diretor geral), José Ary Nassif (diretor administrativo) e Cláudio Marques da Silva (diretor de pessoal) e mais sete pessoas com “cargos de menor” escalão, inclusive duas moradoras da zona rural do interior do Paraná, que sequer sabiam que estavam registradas como funcionárias da Assembleia.

O Ministério Público chegou a pedir o bloqueio de R$ 23 milhões de bens dos diretores afastados para garantir o ressarcimento do dinheiro que teria sido desviado na contratação irregular das agricultoras Jermina Maria Leal e Vanilda Leal.

A situação está gerando muita repercussão em todo o Paraná e a bancada do PPS, na Assembleia, formada por três deputados, Marcelo Rangel, Douglas Fabrício e Felipe Lucas, pediu o afastamento do presidente do Legislativo, deputado Nelson Justus (DEM), mas continua irredutível, dizendo que permanece no posto até o fim das apurações.

Neste domingo foram soltas Maria José da Silva e Nair Terezinha da Silva Schibicheski, sogra e cunhada de João Leal de Matos, um dos presos, funcionário do gabinete da diretoria geral da Assembleia, também parente das duas ruralistas, que permanecem detidas.

Para detectar o quadro de fantasmas, Assembleia determinou nas últimas semanas o recadastramento de todos os seus funcionários, exigindo mais de 20 documentos pessoais de cada servidor. Quem não se recadastrou será retirado da folha de pagamento do mês. Os funcionários de cargo em comissão foram todos demitidos e agora estão sendo recontratados a partir do recadastramento e da fiscalização mais criteriosa do vínculo de cada um deles.

A grande expectativa da comunidade paranaense é pela punição a possíveis deputados envolvidos com todo o processo, a começar pela Mesa Executiva, considerada a responsável direta pelas contratações e administração da casa.


A matéria acima é de exclusiva responsabilidade do autor.

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