Sábado, 26 de Maio de 2012
Eleito dois anos como Melhor Site de Política pelo Prêmio iBEST -->
20/01/2012 - 21h18
Fonte: Diário Catarinense
Altere o tamanho da letra: A- A+
Lideranças do PT catarinense e o ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh terão uma audiência hoje, no início da tarde, com o secretário de Segurança Pública, César Grubba, para tratar da investigação da morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida no dia 28 de novembro do ano passado, em Chapecó.
Para o deputado federal Pedro Uczai, a Secretaria de Segurança Pública não colocou a investigação da morte do vereador como prioridade. Até agora, ninguém foi preso e a polícia não repassou informações sobre suspeitos.
Uczai considera que a investigação deveria receber mais apoio, pois apenas dois delegados ficaram no caso, sendo que um deles, Augusto Mello Brandão, acumulou a delegacia regional nas férias da titular. O outro, Ronaldo Neckel Moretto, responsável pelo inquérito, também acumulou a responsabilidade de investigação de outros crimes.
O caso está sendo acompanhado em Brasília pela ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Ideli se diz preocupada com a demora e faz um apelo para que se possa encerrar o inquérito o quanto antes.
Greehnhalgh, que é conhecido pela sua atuação na área de direitos humanos e acompanhou as investigações sobre a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, vem para o Estado discutir a possibilidade de federalizar o caso. Um abaixo-assinado para que a investigação seja feita pela Polícia Federal está circulando em Chapecó.
O delegado-geral Aldo Pinheiro D'Ávila afirma que a Polícia Civil está usando "todos os meios" disponíveis para investigar a morte de Chiarello. Segundo ele, o inquérito sobre o caso é prioridade e a falta de informações não significa falta de empenho.
— O que acontece é que não houve evolução quanto à autoria, mas a polícia vem trabalhando de todas as formas para esclarecer este crime. Agora, a investigação policial não é uma ciência exata e não há como estabelecer um prazo para a conclusão — diz D'Ávila.
O delegado responsável pelo inquérito, Ronaldo Neckel Moretto, explica que não pode passar informações sobre o assunto porque, na última semana, foi decretado sigilo nos autos pelo Judiciário. Ele pediu a prorrogação para conclusão do inquérito e o novo prazo vence no dia 9 de fevereiro.
A falta de uma solução para a morte do vereador também preocupa o Ministério Público. O promotor Fabiano Baldissarelli disse que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) auxiliou na coleta das imagens das câmaras de segurança particulares no trajeto da escola onde o vereador dava aula até sua casa e indicou algumas testemunhas. Mas depois não foi mais solicitado o apoio.
— Ajudamos no começo, mas depois eles assumiram e não quiseram compartilhar as informações _ disse Baldissarelli.
O promotor afirmou que a Polícia Civil assumiu o caso sozinha, mas até agora não apresentou solução.
— O tempo está passando e a polícia tem que dar uma resposta para a promotoria e para a sociedade — avalia o promotor.
Baldissarelli entende que a morte do vereador, apesar de ser um crime complexo, não seria um caso para federalização, pois não envolve interesses da União ou interestaduais.
Mas, se for necessário para esclarecer a morte, considera válido. A família do vereador, que recebeu escola policial nas primeiras três semanas após o crime, ainda não quer falar sobre o assunto.
Seja o primeiro a comentar esta notícia, clique aqui!
Os direitos autorais desta página são protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998 - © Copyright 2012 VoteBrasil