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25/08/2010 - 13h22
Fonte: Portal Terra
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O governador de Santa Catarina, Leonel Pavan, declarou que o PSDB teria oferecido "tudo o que podia" à campanha de Raimundo Colombo (DEM) à sucessão estadual.
Pavan rebateu críticas de que não estaria se envolvendo na campanha do democrata. Segundo ele, o PSDB catarinense participa da campanha do senador institucionalmente e sua postura como administrador deveria ser a de não se envolver.
"Cedemos o espaço, o apoio institucional, dezenas de candidatos aos cargos de deputado e um candidato ao Senado", disse. "Fizemos tudo o que podíamos, institucionalmente, e não creio que seja possível fazer mais do que isso".
O governador catarinense nunca escondeu a revolta pelo fato de ter sido impelido a desistir da candidatura ao governo pela própria direção nacional dos tucanos. Desde a convenção, no dia 30 de junho, ele não participou de um único evento com os candidatos da tríplice aliança.
A ausência do tucano vem gerando muita polêmica, a ponto do presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra, desembarcar em Santa Catarina para tentar apaziguar os ânimos.
A crise se agravou com a divulgação de duas pesquisas de intenção de votos nos últimos dias, que mostraram uma queda acentuada de José Serra e um empate técnico com Dilma Roussef (PT) no estado.
Ao mesmo tempo, várias lideranças do PSDB estão aderindo à campanha de Ângela Amin ao governo e, por outro lado, o nome de Serra sequer vem sendo citado no programa eleitoral de Colombo.
A agenda política de Pavan vem se resumindo a inaugurar comitês Pró-Serra no interior do estado. Mesmo assim, ele trata de afastar a possibilidade de uma crise entre a tríplice aliança. "Não temos como fazer mais do que isso. Não há crise, simplesmente temos um projeto nacional que precisamos seguir", afirma.
"Tenho uma agenda de governador a cumprir e não posso deixar Santa Catarina de lado para me dedicar à tríplice aliança. Vou cumprir a minha agenda de governador e não a dos candidatos".
Fabrício Escandiuzzi
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