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12/04/2010 - 16h09
Fonte: IG
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Por 8 votos a 5, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu revogar a prisão do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. Os ministros entenderam que não há mais necessidade da prisão, porque o ex-governador não teria mais como Arruda atrapalhar as investigações do suposto mensalão em Brasília.
“Não mais subsiste a necessidade de prisão. Não há mais como o preso influir na instrução criminal, mesmo porque ele não sustenta mais a condição de governador de Estado. Neste sentido, entendo que a prisão preventiva deve ser revogada”, afirmou o presidente do inquérito, ministro Fernando Gonçalves.
Arruda está preso desde o dia 11 de fevereiro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, acusado de tentar subornar uma das testemunhas da Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, que desmontou um suposto esquema de arrecadação e distribuição de propina a integrantes do alto escalão do governo do Distrito Federal e empresários.
O ex-governador havia tentado, sem sucesso, um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). Em março, perdeu o cargo de governador. Na sequência, foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por infidelidade partidária. Arruda deixou o DEM em dezembro depois da revelação do suposto esquema de corrupção. Ele não recorreu da cassação e aceitou a perda da cadeira de governador.
A decisão vale também para os outros quatro denunciados que estavam presos. Serão soltos, além de Arruda, o suplente de deputado distrital Geraldo Naves, o ex-secretário de comunicação Wellington Moraes, o conselheiro do Metrô Antônio Bento da Silva, o secretário particular de Arruda, Rodrigo Arantes Diniz, e o ex-diretor da CEB Haroaldo de Carvalho.
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