Quarta, 08 de Fevereiro de 2012
Eleito dois anos como Melhor Site de Política pelo Prêmio iBEST -->
03/03/2010 - 16h28
Fonte: JB Online
Altere o tamanho da letra: A- A+
PORTO ALEGRE - A Polícia Civil do Rio Grande do Sul afirmou ter identificado um dos autores do assassinato do secretário de Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos (PTB), morto a tiros na última sexta-feira na saída de um culto religioso no bairro Floresta, em Porto Alegre. O suspeito, E.P.G, 22 anos, mora no Parque Santo Inácio, em Esteio, cidade localizada a cerca de 20 km da capital gaúcha. A prova básica que colocou ele na cena do crime foi a marca de sangue deixada no local.
O suspeito deu entrada no Hospital São Camilo, em Esteio, 27 minutos após o crime. Ele recebeu alta às 23h15 do mesmo dia. Antes de ser morto, Eliseu Santos conseguiu reagir e balear pelos menos um dos suspeitos.
DNA
Na madrugada desta quarta-feira, o resultado de um exame confirmou a presença do suspeito na cena do crime. Peritos compararam o DNA do sangue encontrado no local onde o secretário foi assassinado com o da mãe e do irmão de E.P.G.
No hospital, o suspeito afirmou que havia sofrido uma tentativa de assalto em uma pequena rua de Esteio, próxima ao hospital. Segundo a polícia, ele não tem passagem pela polícia, mas tem forte ligação com uma quadrilha especializada em roubo de carro, que atua na região metropolitana de Porto Alegre. O suspeito tem um irmão que cumpre pena por roubo de carros.
Prisão decretada
Familiares de E.P.G disseram que o jovem estava desaparecido desde a noite de sábado. Os outros dois suspeitos de participar do crime seriam da cidade de Sapucaia do Sul. Os três estão com prisão temporária decretada. A polícia ainda não identificou qual deles teria dado o tiro fatal no secretário. "Mas sabemos que E.P.G. estava no confronto com o secretário, pois deixou vestígios (sangue) na cena do crime", afirmou o titular da Delegacia de Homicídios, Bolívar Llantada.
Inicialmente, a polícia trabalhava com as duas linhas de investigação - homicídio e latrocínio (roubo seguido de morte). Nesta quarta-feira, o diretor do Departamento de Investigações Criminais (Deic), Ranolfo Vieira Junior, disse que está descartada a linha homicídio. A pena por roubo seguido de morte pode variar de 20 a 30 anos de prisão, enquanto homicídio, de seis a 20 anos.
Carro
O veículo Vectra prata 2007 utilizado pelos criminosos foi localizado carbonizado nesta quarta-feira pela polícia no município de Novo Hamburgo. Ele havia sido furtado no dia 22 de fevereiro em um hipermercado do município de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre. De acordo com Ranolfo, ele tinha sido adulterado antes do crime.
Fabiana Leal, Portal Terra
Seja o primeiro a comentar esta notícia, clique aqui!
Os direitos autorais desta página são protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998 - © Copyright 2012 VoteBrasil