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08/04/2010 - 02h06

Fonte: IG

Número de mortes no Rio supera o de Santa Catarina em 2008

Segundo a Defesa Civil, os municípios mais afetados pelo mau tempo foram Rio de Janeiro e Niterói, com 46 e 81 mortes, respectivamente.

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Número de mortes no Rio supera o de Santa Catarina em 2008

Subiu para 147 o número de mortes provocadas pelas chuvas que atingem o Estado do Rio de Janeiro desde a noite de segunda-feira. Com isso, a tragédia no Rio já supera a ocorrida em Santa Catarina, em novembro de 2008, quando morreram 135 pessoas por causa dos temporais.

A maioria dos óbitos, no Rio, foi causada por deslizamentos de terra ou desabamentos, segundo informações da Defesa Civil do Estado.

Segundo a Defesa Civil, os municípios mais afetados pelo mau tempo foram Rio de Janeiro e Niterói, com 46 e 81 mortes, respectivamente. No fim da noite de quarta-feira, um deslizamento de grandes proporções elevou o número de óbitos em Niterói e deslocou ao menos cinco unidades dos bombeiros para o local.

Os municípios de São Gonçalo (16), Nilópolis (1), Petrópolis (1) Paulo de Frontin (1) e Magé (1) também contabilizam mortes. "Estamos trabalhando em diversas frentes e com certeza esses números vão subir ainda mais", disse o sargento Sérgio, do Corpo de Bombeiros.

Um levantamento feito pelos bombeiros aponta que, ao menos, 140 pessoas ficaram feridas no Estado do Rio em decorrência das chuvas. Em relação ao número de desaparecidos, a corporação informa que o número muda rapidamente. O último balanço realizado aponta 40 desaparecidos em Niterói e 16 no Rio.

Na capital fluminense, as mortes foram registradas em Santa Tereza/Morro dos Prazeres (15), Morro dos Macacos (5), Morro do Turano (5), Comunidade Santa Maria/Taquara (5), Santa Tereza/Morro das Oliveiras (4), Morro do Borel/Tijuca (3), Ladeira dos Guararapes/Cosme Velho (2), Andaraí (1), Recreio (1), Humaitá (1), Cascatinha (1), Ilha do Governador (1) e Rocinha (1). A Defesa Civil ainda não informou a região onde aconteceu a 76ª morte na capital.

As escolas municipais e estaduais na área metropolitana da capital permanecem fechadas hoje e tanto a prefeitura como o governo estadual pediram à rede particular de ensino que sigam o mesmo exemplo.

Em São Gonçalo, na Região Metropolitana, as mortes foram registradas nos bairros Novo México, Jardim Catarina, Zumbi e Itaúna. Em Niterói, também na Região Metropolitana, as mortes aconteceram nos bairros Fonseca, Cubango e Santa Bárbara.

Em Petrópolis, na Região Serrana, a vítima fatal foi um homem de 42 anos, deficiente físico. Ele estava na casa atingida pelo desmoronamento de um morro no bairro Quitandinha.

Em Nilópolis, na Baixada Fluminense, um homem de 33 anos morreu após o desabamento do imóvel de dois andares onde morava. O prédio ficava às margens do rio Sarapuí.

Histórico

A chuva está sendo considerada a mais intensa já registrada na cidade nas últimas décadas. Muitas pessoas não conseguiram retornar para suas casas na segunda-feira, pois o transporte público foi afetado devido a áreas de alagamento registradas em diversas partes da capital e região metropolitana.

O prefeito Eduardo Paes informou que em menos de 24 horas choveu em média 288 milímetros na cidade, e que havia pelo menos 10 mil residências em locais de risco, principalmente em morros e favelas. "É a maior chuva das grandes tragédias da história do Rio de Janeiro", avaliou.

De acordo com o instituto de meteorologia Climatempo, num período de 12 horas entre segunda e terça-feira choveu o que estava previsto para todo o mês de abril.

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