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18/08/2008 - 22h41
Fonte: G1
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) confirmou que expediu na tarde desta segunda-feira (18) o ato de exoneração do promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl, acusado de assassinar um jovem no litoral paulista em dezembro de 2004.
A exoneração foi assinada pelo procurador-geral de Justiça do Estado, Fernando Grella Vieira, que cumpriu decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que nesta segunda decidiu que o cargo de Thales não era vitalício.
De acordo com a assessoria de imprensa do MPSP, o ato de exoneração será publicado na edição desta terça-feira (19) do Diário Oficial do Estado.
Thales Schoedl é suspeito de ter matado a tiros o estudante e jogador de basquete Diego Mendes Modanez, de 20 anos, em dezembro de 2004, em Bertioga (SP). O jovem Felipe Siqueira Cunha de Souza, 20, também alvejado pelo promotor, ficou ferido.
Segundo a versão do promotor, ele e a namorada saíam de uma festa na Riviera de São Lourenço, quando cerca de dez jovens teriam abordado a moça. Thales alegou que ao atirar agiu em legítima defesa.
Julgamento
A decisão de exonerar o promotor do cargo deverá cancelar o julgamento de Thales, que estava marcado para esta quarta (20) no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Sem o cargo de promotor de Justiça, ele perde o direito de ter seu futuro decidido pelo TJSP. O julgamento do acusado terá de ocorrer no Tribunal do Júri, em data ainda não definida.
A assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou que continua prevista para esta quarta a reunião do Órgão Especial, formado por 25 desembargadores, para avaliar o início do julgamento do promotor. Até as 19h30 desta segunda, a reunião ainda constava na pauta, apesar da decisão do conselho.
A advogada Fernanda Siqueira Cunha de Souza, de 32 anos, irmã de Felipe, comemorou a decisão do CNMP. “Ficamos muito felizes com a decisão, a nossa única preocupação é que o Tribunal de Justiça designou para esta quarta-feira o julgamento da ação penal. E, com essa decisão do conselho, o TJ deixa de ter competência para julgar”, afirmou.
Diego Abreu
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