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01/09/2010 - 15h03
Fonte: Uai
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Com a língua afiada, o candidato ao Senado pela coligação "Somos Minas Gerais", o ex-governador Aécio Neves (PSDB), soltou o verbo com frases de efeito para criticar a campanha de Hélio Costa (PMDB) e Patrus Ananias (PT), candidatos a governador e vice na chapa "Todos juntos por Minas".
Durante caminhada no Centro de Ribeirão das Neves, na Grande BH, o tucano considerou a atitude de Patrus de "patética", ao afirmar que o ex-ministro de Desenvolvimento Social tenta reduzir a disputa em Minas a um duelo por popularidade entre Lula e o próprio Aécio.
Ao lado do candidato à reeleição, Antonio Anastasia (PSDB), Aécio disse que o episódio tem analogia com o que se viu no país durante a era áurea do rádio. “Eu lamento que talvez o desespero e o temor pelas últimas pesquisas eleitorais levem uma liderança, que nós todos por ele tínhamos respeito, querer transformar a eleição em Minas Gerais num concurso de popularidade, aos tempos de Marlene e Emilinha Borba", disparou o ex-governador, ao fazer referência as duas cantoras que disputavam, por meio da crítica especializada e do público, o título de rainha do rádio.
Na terça-feira, Patrus se reuniu em Brasília com os presidentes do PT, José Eduardo Dutra; do PMDB e vice da presidenciável Dilma Rousseff (PT), Michel Temer; e o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), para tentar fechar uma agenda de Lula em Minas e, dessa forma, fortalecer a campanha de Hélio Costa.
O objetivo é não permitir o avanço de Anastasia frente ao eleitorado. "Precisamos saber quem tem uma liderança maior no estado, se Lula ou Aécio. Se o projeto de um estado democrático e popular ou um projeto neoliberal", afirmou Patrus.
Ainda criticando a campanha adversária, Aécio ironizou o slogan criado pelo publictário Duda Mendonça: “Dois homens, um só governo”. Para o ex-governador, Patrus é apresentado com um “biombo” de Hélio Costa. "Temos um homem tão forte que não precisa de um biombo para se esconder.
Temos um candidato com toda autonomia sobre quem vai pesar a responsabilidade de governo, a quem a população vai cobrar as ações de governo. Quem se esconde atrás de um vice ou de outras lideranças políticas é que não demonstra força, capacidade e autonomia para vencer e para governar”, alfinetou o tucano.
Elaine Resende /Juliana Cipriani - Estado de Minas
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