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18/08/2011 - 14h59
Fonte: Gazeta do Povo
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"Pequenas e grandes revoluções na escola" foi o tema da palestra proferida por Marcos Magalhães na manhã desta quinta-feira (18) durante o encontro internacional de educação Sala Mundo 2011, realizado pelo Grupo Positivo e pela prefeitura de Curitiba com promoção da Gazeta do Povo.
Ex-presidente da Philips do Brasil e América Latina e atual presidente do Instituto de Co-responsabilidade pela Educação (ICE), Magalhães falou sobre a importância de uma boa gestão para a qualidade do processo de ensino-aprendizagem e dividiu com a plateia a experiência que implementou em escolas públicas de ensino médio de Pernambuco.
Segundo Magalhães, o novo modelo de ensino desenvolvido pelo Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação teve início no Ginásio Pernambucano, uma das escolas mais antigas do Brasil, construída em 1925. Durante muito tempo, o ginásio foi referência em qualidade de ensino no Nordeste, formando personalidades como Ariano Suassuna e Clarice Lispector. Mas a escola entrou em decadência e foi fechada após o esforço nacional de universalizar o acesso ao ensino.
Foi então que Magalhães e um grupo de empresários resolveram recuperar a estrutura física do prédio que abrigava a escola e começar uma renovação na gestão da instituição. Foi intituido um modelo de ensino médio integral, com o ensino de outras disciplinas além das tradicionais. "O objetivo é preparar o jovem para a vida, ter um projeto de vida desenhado para ele, para que seja protagonista", afirma.
O novo projeto pedagógico começou em 2004. Atualmente 175 escolas de Pernambuco, 70 do Ceará, 10 no Rio de Janeiro, 3 em Sergipe e aproximadamente 20 no Piauí trabalham dentro desse modelo. "Agora vamos começar na rede pública de São Paulo", diz.
No modelo implantado por Magalhães, há metas com indicadores mensuráveis para cada membro da equipe pedagógica e para a escola em geral. Há um sistema de avaliação individual, que pode ser associado a bônus por desempenho.
Para os alunos, há um grupo de disciplinas obrigatórias, determinadas pelos parâmetros curriculares nacionais, e um grupo de optativas, que são escolhidas por cada aluno de acordo com o seu projeto de vida. "O aluno é estimulado a pensar no seu futuro."
Excesso de conteúdos
Na avaliação de Magalhães, há hoje um excesso de conteúdos obrigatórios para o ensino médio, o que dificulta o aprendizado. O palestrante critica também a existência de cursos técnicos integrados ao ensino médio, nos quais o estudante recebe a formação regular junto com a profissonal.
"O aluno precisa estudar 21 matérias durante o ano. Não há quem consiga fazer isso. O ensino médio é um problema no mundo todo, mas nós estamos caminhando para trás", afirma.
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