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20/11/2011 - 23h25
Fonte: O Imparcial
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A pouco menos de um ano até a corrida até as urnas, não faltam pré-candidatos em São Luís. PSDB, PMDB, PP, PCdoB, PPS, PSB são algumas das siglas que já elegeram seus representantes em uma possível disputa pela prefeitura da capital maranhense. Na salada de partidos e nomes disponíveis até o momento, nem as alianças ou posições estão bem definidas.
Alguns partidos, apesar de terem resoluções nacionais que determinem a candidatura própria, ainda estão envolvidos em discussões de parcerias para o próximo ano. Como capital do estado, esta é a principal batalha em que as grandes siglas trabalharão para vencer.
No desenrolar da mistura que até o momento parece envolver os partidos e seus respectivos representantes para a disputa, está também a definição de estratégias e objetivos que não visam apenas as eleições de 2012, mas têm em vista também as urnas de 2014, tanto na oposição quanto na situação.
Com saldo positivo como rescaldo de 2010, o governo estadual já definiu seu principal nome: o secretário de Infraestrutura do estado, Max Barros (PMDB).
A herança mais recente é de que a governadora Roseana Sarney (PMDB) ter votação expressiva na capital, superando os demais adversários individualmente. Mas, ao todo, Roseana não conseguiu ter mais votos que os candidatos de oposição estadual e é este o desafio que o nome indicado por ela terá que tentar superar.
Já na oposição, o meio de campo anda mais enrolado. Sem decidir se a oposição é unida em torno do governo municipal e/ou do estadual, os protagonistas têm conversado acerca das possibilidades para o próximo ano e para 2014. A intenção é “unir forças”, mas sem saber ainda onde e quando.
O PDT que durante décadas comandou a prefeitura, por enquanto não se decidiu se apóia João Castelo ou se lança uma candidatura própria.
A indecisão pedetista reflete-se no cenário de pré-candidatos, onde até mesmo o PSOL e o PSTU já cogitam nomes para a disputa, enquanto partido do ex-governador Jackson Lago, falecido em maio deste ano, navega em mares turbulentos e ainda não sinalizou que rumos deve tomar no próximo ano.
Os prováveis nomes para a disputa da prefeitura de São Luis
JOÃO CASTELO - PSDB
Atual prefeito da capital, João Castelo tem a seu favor a chefia do município, a intensificação das obras urbanísticas na cidade e ações como o fornecimento de leite e fardamento aos alunos da rede pública.
O prefeito tem pouca rejeição na Câmara dos Vereadores e deve contar com o apoio de boa parte dos parlamentares municipais, o que lhe valeria apoio de boa parte de siglas menores.
Nas relações políticas, o PSDB tem grande aproximação com o PDT e o PPS, que possuem boa parte das secretarias da prefeitura. Os dois partidos se fizeram presentes na convenção municipal da sigla tucana, numa sinalização de que poderiam compor uma aliança para o próximo ano.
FLÁVIO DINO – PCdoB
O ex-deputado estadual tem, desde o final das eleições de 2010, tentado aglutinar em seu campo de influência boa parte da oposição ao governo estadual. Hoje na presidência da Embratur, Flávio Dino prefere não comentar sobre a possível candidatura à prefeitura em 2012 ou se esperará para disputar o governo do estado em 2014.
A aposta do comunista é perseverar as alianças que construiu nas eleições passadas. Tenta costurar apoio dentro do PPS e do PSB, mas aposta em uma possível união com o PDT, PTC e setores do PT, que podem ser aliados num possível segundo turno.
Mesmo trabalhando atualmente em Brasília, o comunista tenta viabilizar o que chama de “projeto político” da oposição no estado e faz viagens constantes à capital maranhense para tentar aparelhar os planos do PCdoB para o próximo ano. Já foi lançado como pré-candidato comunista, mas dá sinais de que a disputa que ele pretende travar pessoalmente acontecerá somente em 2014.
MAX BARROS – PMDB
Anunciado como candidato que terá a simpatia da governadora Roseana Sarney (PMDB), Max Barros tem como principais trunfos ser o chefe da Secretaria Estadual de Infraestrutura e ter o apoio do Palácio dos Leões.
Como principais bandeiras estão as obras realizadas na pasta, como a Via Expressa e o Espigão Costeiro na Ponta d’Areia, muito anunciados em propagandas institucionais.
As alianças que o devem apoiar no próximo ano irão depender da influência em nível estadual do partido, já que boa parte da Câmara Municipal está ao lado do atual prefeito.
EDVALDO HOLANDA JR – PTC
Depois da boa votação que o elegeu deputado federal em 2010, Edvaldo Holanda Júnior tem sido cotado para ser candidato à prefeitura de São Luís. Mesmo que seja nome recorrente nas conversas sobre política, o próprio deputado ainda não manifestou interesse ou bandeira.
Durante as conferências municipais, Edvaldo Júnior preferiu manter o trabalho em Brasília e não compareceu às reuniões dos possíveis aliados.
A dúvida surge quando se fala em campo político em que Edvaldo Jr.
Estará encampado. Foi eleito ao lado do PDT em 2010, e este partido deve estar em provável aliança com o PSDB de João Castelo. Por outro lado, Edvaldo é cobiçado pelo PCdoB de Flávio Dino, onde há a hipótese de estar ao lado de sua candidatura caso esteja disposto a receber o apoio comunista. O parlamentar também tem passe livre com o governo do estado.
ROBERTO ROCHA – PSB
Recém-filiado ao partido socialista, Roberto Rocha conta com o apoio de setores do partido, enquanto é visto com maus olhos por outra ala.
Enquanto isso, Rocha é recebido no partido em filiação com grande festa e pretende ser candidato a prefeito de São Luís, com o aval do presidente nacional do partido (Eduardo Campos, governador de Pernambuco) e as congratulações de Flávio Dino. Hoje, já ocupa a vaga de presidente do diretório municipal da sigla e prefere ficar afastado das disputas internas.
O PSB, por outro lado, ainda mantém relações estreitas com o prefeito João Castelo e ocupa a Secretaria de Educação, com Othon Bastos, indicado pelo presidente estadual do PSB, José Antonio Almeida – que esteve presente na convenção tucana na última sexta (16). Há também quem cogite uma aproximação com o governo do estado tutelado por Rocha e o deputado federal Ribamar Alves (PSB).
TADEU PALÁCIO – PP
Já em seu novo partido, Tadeu Palácio tem dialogado com setores da oposição, mais próximo ao PCdoB.
A saída recente do PMDB e do grupo relacionado ao governo do estado, no mesmo dia em que se filiou, Tadeu foi apresentado como pré-candidato e logo apareceu na conferência municipal do PCdoB, apresentando-se como mais um nome para compor as bases da oposição.
No discurso, Tadeu fez questão de frisar que “andou por caminhos errados”, mas desculpou-se com um “todo mundo erra”. Para ser mais preciso e fazendo alusão ao número de seu partido (11), Tadeu disse que é o “Romário” da oposição e quer ter papel de protagonista nas disputas municipais.
ELIZIANE GAMA – PPS
Com bom desempenho nas urnas da capital nas eleições de 2010, a deputada estadual tem o apoio nacional do partido – que regulamentou que deveria lançar um candidato a prefeito em todas as capitais do país.
Na conferência municipal realizada em outubro, o nome da deputada estadual já foi escolhido como representante do partido entre as pré-candidaturas da capital.
No entanto, Eliziane precisa enfrentar duas situações. A primeira é a aproximação do partido com o PSDB, ocupando também secretarias municipais. Por outro, o PPS pode desbancar uma aliança com o PCdoB, de quem foi aliado em 2010.
HAROLDO SABÓIA (PSOL) E MARCOS SILVA (PSTU)
Os dois partidos sinalizam cada vez mais para uma aliança desde o primeiro turno, mas, como é quase regra que haja uma divisão entre eles por não conseguirem chegar a um acordo sobre quem ocupará a vaga de candidato a prefeito, os dois podem lançar candidaturas sozinhos.
Os nomes ainda não foram acordados dentro dos partidos, que disputam liderança entre os movimentos sociais e sindicais em São Luís.
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