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29/01/2010 - 13h31
Fonte: G1
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A reunião da CPI da Corrupção da Câmara Legislativa do Distrito Federal prevista para a tarde desta sexta-feira (29) foi cancelada. O presidente em exercício da comissão, que também é líder do governo na Casa, Batista das Cooperativas (PRP), alegou a ausência da indicação de um parlamentar para substituir Eliane Pedrosa (DEM) na comissão como motivo do cancelamento.
O presidente em exercício destacou que o Diário da Câmara Legislativa não publicou o novo coeficiente partidário, o que serviria para a indicação do substituto de Eliane. Ela deixou o cargo porque o PMDB escolheu Gerlado Naves (DEM) para compor a CPI. Eliane argumentou que não seria correto pela proporcionalidade que seu partido ficasse com duas vagas na CPI.
A reunião desta tarde serviria para a eleição de um novo presidente para as investigações. Alírio Neto (PPS) deixou o cargo depois de ter sido levado ao conselho de ética do seu partido por ter tentando encerrar a investigação.
Em 15 dias de funcionamento, a CPI da Corrupção, criada para investigar irregularidades no governo do DF, não ouviu depoimentos nem enviou pedidos de informação a empresas suspeitas de envolvimento no suposto esquema de distribuição de propina a aliados do governador José Roberto Arruda (sem partido).
O esquema, conhecido como mensalão do DEM de Brasília, se tornou público no dia 27 de novembro, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Caixa de Pandora.
Durante a sessão da CPI desta quinta-feira (28), o deputado Geraldo Naves leu um ato de repúdio assinado por deputados governistas contra o presidente interino da Câmara dos Deputados, Cabo Patrício (PT). Os deputados pró-Arruda criticaram o fato de Patrício ter encerrado a sessão plenária na quarta-feira (27) antes de realizar a votação que definiria o novo presidente da Câmara.
Durante a sessão de quarta, Patrício leu uma nota publicada no blog do jornalista Ricardo Noblat, segundo a qual interessados em manter Arruda no governo do DF teriam oferecido R$ 4 milhões para que deputados governistas votassem a favor do governador nos processos de impeachment. Depois de uma discussão gerada pela leitura da reportagem, Patrício decidiu suspender a sessão.
Na nota de repúdio lida nesta quinta, deputados da base aliada pedem que Patrício deixe a presidência da Câmara. Segundo a nota, ele não teria “legitimidade” para comandar a Casa Legislativa já que teria ignorado as manifestações dos deputados e exposto a Câmara ao permitir a invasão do plenário por estudantes que pediam a renúncia de Arruda.
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