Quarta, 08 de Fevereiro de 2012
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Caio Martins
Editor e produtor gráfico, participou da resistência ao regime militar, foi exilado político, correspondente e jornalista da Rádio Berlim Internacional. Trabalha com edições técnicas e assessoria parlamentar. Mantém o blog literário "Poemas e Crônicas", dentre outros.Publica matérias autorizadas pelos autores nesta coluna. No VB desde 2005.
07/04/2009 - 15h15
Fonte: JORNAL ABC REPÓRTER
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Da Redação
(revisto para o VB)
Distribuído aos milhares na cidade, panfletos do PT difamando a Câmara de Vereadores, além de ilegais são ameaçadores, fora os graves erros de português. Ilegal porque quase apócrifo. Marotamente, esconde seus autores.
Qual PT? O nacional, o regional, ou o diretório de São Bernardo? Essas informações, exigidas por lei, não aparecem. Ilegal também porque agride a legislação municipal, da qual a atual administração, comandada por Luiz Marinho (PT), deveria ser guardiã.
Ameaçadora, caluniosa e difamatória porque mente e procura jogar a população contra os vereadores fiéis à Constituição, que não votaram conforme o desejo do prefeito.
Marinho insistiu, a todo custo, em empurrar goela abaixo da Câmara Municipal, três projetosinconstitucionais de reforma administrativa. Desejava obter aval, um cheque em branco dos vereadores, para inflar (ainda mais!) o quadro de servidores públicos municipais.
Os projetos omitem quais são as atribuições dos novos cargos que se pretende criar. Sabe-se, de antemão, que não seria exigido concurso público dos novos ocupantes. Uma conveniência apropriada para acomodar compañeros derrotados em outros municípios. E o mais grave: sem exigência de escolaridade mínima necessária. Porta aberta para orgia com dinheiro público.
Ao procurar jogar a população contra os vereadores que não se curvam ao desejo do prefeito, o panfleto cumpre verdadeiro ritual de coação, senão vejamos: a recente sessão da Câmara, quando os projetos foram rejeitados, transformou-se em campo de batalha por conta dos vereadores do PT, instigantes de exacerbados militantes pretendentes aos novos cargos: xingaram, ofenderam e mesmo agrediram fisicamente os vereadores constitucionalistas. É ação de intimidação que poderia ser até definida como terrorismo explícito.
Esse "jeito de governar" é grave retrocesso político, lembrando a invasão do Congresso Nacional pelo MST não há muito tempo. Resumindo, outro perigoso atentado à democracia na região, e sintoma do que virá como método administrativo.
A matéria acima é de exclusiva responsabilidade do autor.
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