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05/02/2012 - 23h53
Fonte: O Hoje
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Passados quatro meses após sua criação oficial, o PSD ainda caminha sem identidade e posicionamento ideológico. Porém, quando se trata das eleições municipais, a nova legenda exibe possibilidades de alianças políticas a granel para garantir sua sobrevivência.
A exemplo de São Paulo, com a aproximação entre o PT e o PSD do prefeito Gilberto Kassab, a sigla em Goiás não descarta composições com variados partidos, como o próprio PT, PMDB e até o DEM.
Embora o partido faça parte da base aliada do governo estadual, a orientação do presidente do PSD goiano, secretário da Casa Civil, Vilmar Rocha, é que as alianças respeitem a realidade de cada município.
De acordo com o deputado federal Heuler Cruvinel (PSD), a sigla não irá medir esforços para ter presença e candidaturas em todos os municípios goianos, ou seja, sem preconceito, o partido atira para todos os lados.
“O PSD foi criado na base do governo estadual. Mas temos que respeitar e aceitar a realidade de cada cidade. E isso quer dizer que o partido pode se aliar com o PT, com o PMDB e até com o DEM.”
O parlamentar não vê contradições do PSD ao tentar costurar alianças com legendas que fazem oposição ao governo estadual, ou com o próprio DEM – um dos maiores prejudicados com a criação da nova sigla.
“Não tem contradição, porque o PSD é um partido grande, mas que precisa se consolidar e se fortalecer nas eleições municipais. PMDB e PSDB já se aliaram em alguns municípios”, lembra Heuler.
O mesmo posicionamento é defendido pelo deputado estadual Francisco Júnior (PSD). Para o parlamentar, os políticos que se filiaram ao partido vieram de realidades diferentes e que, por conta dessa característica, os diretórios municipais terão a liberdade para formarem alianças com legendas fora da base do governo.
“Apesar da liberdade, a tendência natural é compor com a base do governo, porque o partido tem compromisso com o governo. Mas é preciso respeitar a realidade, o cenário local.”
Francisco diz que essa posição não é restrita somente ao PSD. Ele lembra também antigas alianças entre PSDB e PMDB no interior e PMDB e PT em Goiânia. “Se perguntarem se eu acho isso bom, eu respondo que não é bom, mas é mais uma questão cultural, de interesses locais. Não existe nenhum partido que não faça esse tipo de aliança”, defende.
O vereador Virmondes Cruvinel (PSD) explica que, embora a executiva nacional tenha dado autonomia aos diretórios municipais, a tendência na maioria das cidades é que o PSD caminhe com partidos da base aliada. “Grande parte dos municípios vai buscar alianças com os partidos da base, mas é lógico que dependerá da realidade e do contexto político de cada cidade.
É uma questão de sobrevivência, de consolidação do partido”, observa o vereador. É o caso de Luziânia, em que o PSD do deputado estadual e candidato a prefeito, Cristóvão Tormin, ensaia um casamento com PMDB e PT.
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