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14/02/2012 - 22h11
Fonte: O Hoje
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“A oposição anda muito fragilizada nacionalmente. Muitos preferiram que eu ficasse em Brasília, trabalhando”. Essa foi a justificativa do senador Demóstenes Torres (DEM) para não entrar na disputa pela Prefeitura de Goiânia.
O anúncio ocorreu na tarde de ontem no mezanino do Edifício Aldeia Maria, em Goiânia, onde mora o ex-prefeito Nion Albernaz (PSDB), coordenador das conversas preliminares para a escolha de um candidato da base aliada.
Pouco antes da entrevista coletiva, Demóstenes informou o governador Marconi Perillo (PSDB) a decisão de não se candidatar a prefeito.
“Meu desejo pessoal é ser prefeito de Goiânia. Estou adiando esse sonho porque, pelas conversas que eu tive, acredito que a oposição precisa de mim e, eu quero ajudar”, salientou.
O senador declarou que os prefeitos pediram para ele não deixar o Senado e, em reunião do DEM nacional na última semana, que considerou decisiva, disse que foi praticamente concitado a ficar em Brasília.
Ele revelou que o próprio governador o acha mais útil no Senado, em virtude de sua experiência. E comentou ainda que, no episódio da Celg, teve um papel preponderante para que o resultado fosse satisfatório para Goiás; disse que também contribuiu nas questões orçamentárias e nos debates.
Presidência
Demóstenes não admitiu sua pré-candidatura a presidente em 2014, mas argumentou que há uma boa expectativa de que o DEM lance um postulante. “Esse nome será escolhido em 2013”, analisou.
O senador assegurou que apoiará o candidato escolhido pela base em Goiânia e defendeu a definição de um único nome porque acredita que a coligação poderá fazer um belo papel, se estiver aglutinada. Apesar de ser o nome melhor posicionado nas pesquisas, o democrata acredita que a base irá ganhar as eleições. Ele é contrário à prévia porque acredita que geraria desgaste.
Alternativa
O vice-governador José Eliton será possivelmente o pré-candidato a prefeito do DEM. Para Demóstenes, ele é lembrado em todas as ocasiões como um candidato em qualquer circunstância a qualquer cargo pela qualidade que tem. No entanto, ele citou os nomes dos pré-candidatos da base e disse que o nome será escolhido após uma série de reuniões, evitando fomentar o nome de Eliton.
Demóstenes defende que o DEM tenha o candidato ou o vice da chapa. “Vai depender do professor Nion. Não vou entrar em suas atribuições”, salientou. Mas garantiu que o partido apoiará o candidato escolhido, sendo ou não da sigla.
Ele acredita que a população sabe que os partidos aliados têm uma gestão mais eficiente e que o debate deverá ficar em torno da gestão. O senador criticou a atual administração, lembrando de uma reportagem de um programa nacional, veiculado domingo, que mostrou Goiânia como a capital mais esburacada do Brasil. Para o senador, a resposta virá através do trabalho.
Para o democrata, é melhor que tenha passado um período até sua decisão porque todos os pré-candidatos puderam se apresentar. “A eleição está começando agora e só se define mesmo em setembro”.
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