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01/12/2008 - 22h05

Fonte: G1

Em Itajaí, 17 famílias são retiradas de casas em áreas de risco

Outros dez imóveis no bairro Limoeiro serão reavaliados pela Defesa Civil. Assistentes sociais e Exército ajudam na remoção dos moradores.

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Em Itajaí, 17 famílias são retiradas de casas em áreas de risco

Dezessete famílias que viviam em áreas de risco no bairro Limoeiro, em Itajaí, tiveram de deixar suas casas nesta segunda-feira (1º). Uma força-tarefa envolvendo agentes da Defesa Civil, da Promotoria de Justiça, do Corpo de Bombeiros, do Exército e da Polícia Militar, ajudaram a retirar os moradores dos locais e levá-los para abrigos e casas de parentes. A reportagem do G1 acompanhou a ação.

No total, 27 casas no bairro foram visitadas. Dez famílias que não precisaram sair terão as residências reavaliadas durante a semana pela Defesa Civil, que vai definir se a remoção será mesmo necessária.

"Muitos imóveis apresentam risco iminente de queda. Se não retirarmos os moradores, eles vão cair e morrer. Não é brincadeira, as famílias têm que sair", afirmou Sérgio Burgonovo, diretor da Defesa Civil em Itajaí.

Nesta segunda-feira, o trabalho começou com as assistentes sociais, que abordam a família e explicam a situação de risco, junto com representantes da Defesa Civil. Antes, os imóveis foram analisados por uma equipe de geólogos e engenheiros, muitos voluntários.

"Se a pessoa resiste, nós poderemos até prendê-la, mas esse não é nosso objetivo. Nós interditamos o local, cortamos água e luz e depois vamos demolir a casa. Assim, o morador não consegue voltar", afirma Burgonovo.

As famílias que deixam o bairro são cadastradas. O objetivo da Prefeitura de Itajaí é saber quais moradores foram para abrigos e quem vai precisar de ajuda financeira depois.

"Nosso objetivo é continuar ajudando todas elas, queremos saber onde estão. Muitos concordam rapidamente em sair. Os moradores querem colaborar, querem se sentir seguros, e já estão mais conformados agora", afirmou a assistente social Eliana Maria Rebelo.

Depois que a família é convencida a sair, tem início o trabalho do Exército. "Com o aval da Defesa Civil, nós entramos na residência para tirar os móveis e levar, no caminhão, até o abrigo para que esses objetos sejam armazenados. Também levamos para casas de parentes, dependendo do caso", afirmou o sargento Furtado, que comandou a equipe de militares.

Luciana Rossetto

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