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07/12/2009 - 16h04

Fonte: G1

Desembargadores negam tráfico de influência no TJDFT

Nomes de 3 desembargadores apareceram em gravações do escândalo. Pinheiro e Neiva destacaram ter votado contra os interesses de Arruda.

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Os desembargadores Getúlio Pinheiro e Romeu Gonzaga Neiva, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), negaram nesta sexta-feira (4) envolvimento no mensalão do DEM de Brasília. Eles foram citados pelo governador José Roberto Arruda (DEM-DF) em gravações feitas pelo ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, Durval Barbosa, que detonou o esquema de pagamento de propina.

O escândalo começou no dia 27 de novembro, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Caixa de Pandora. No inquérito, o governador José Roberto Arruda é apontado como o comandante de um esquema de distribuição de propina a deputados distritais e aliados.

Os desembargadores enfatizaram que ambos votaram nos processos mencionados por Arruda de forma contrária aos interesses do governador. Eles encaminharam nesta manhã informações ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“Eu não sei como pode ser considerado tráfico de influência se nenhuma influência foi exercida neste tribunal. Em todos os processos contra o Durval Barbosa eu votei pelo recebimento da denúncia”, disse Pinheiro, que é corregedor do TJDFT.

Pinheiro confirmou o jantar oferecido por Arruda no encerramento do encontro nacional de corregedores. Ele destacou, no entanto, que em todos os estados em que acontece o evento há um jantar de encerramento com um governador.

Neiva atribuiu as afirmações de Arruda em gravações de que ele poderia votar favoravelmente a Barbosa em um processo a uma conversa que teve com os advogados do ex-secretário. “Quando eu dizia que vou examinar pode ser que tenha criado uma falsa impressão de que daria um voto favorável”. Neiva, no entanto, votou contra Barbosa no processo mencionado na gravação.

Pinheiro disse que vai tomar providências, mas não disse qual medida pretende realizar. Ele cobrou que o governador dê explicações sobre as suas declarações. “O governador tem de dizer de onde tirou isso. O que quero dizer é que não há notícia alguma de envolvimento de magistrado deste tribunal com os fatos que estão em evidência”.

Outro desembargador citado, José Cruz Macedo, não deu entrevista porque ainda está concluindo os esclarecimentos que enviará ao CNJ. Nas gravações, há o registro de que ele teria pedido um favor para Arruda. Os colegas não quiseram comentar sua situação.

O presidente do TJDFT, Níveo Gonçalves, também é citado indiretamente no caso. Arruda diz que vai se aconselhar sobre um tema com o presidente do TJDFT. Como o nome de Gonçalves não é mencionado diretamente ele não teve que dar informações ao CNJ.

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