Sábado, 13 de Março de 2010
04/06/2008 - 10h21
Fonte: Folha de S.Paulo
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A Folha publicou no último domingo que kassabistas têm assinaturas suficientes de delegados votantes para levar a proposta da aliança à convenção do partido, no dia 22.
"O que eu quero é pedir-lhe para não assinar nenhuma lista de apoio a que se leve à convenção qualquer proposta que não seja a da candidatura de Geraldo Alckmin à prefeito", escreveu Lobo ontem.
"Se, por qualquer razão, você já assinou, nada impede que reconsidere a sua decisão, simplesmente transmitindo isso a quem o procurou, ou, se isso lhe trouxer algum constrangimento, mandando à Executiva uma carta solicitando que ela, como instância adequada, retire o seu nome da lista de apoiadores da proposta."
Segundo o presidente municipal, o "PSDB corre o risco de sair ferido mortalmente". Lobo esteve na noite de anteontem com vereadores e admitiu até mesmo deixar a presidência.
"É uma hipótese, que acho que não vai ser preciso acontecer. Mas eu não gostaria de ser presidente de metade de um partido", afirmou.
Classificando-se de um "homem de paz", Lobo escreveu ser amigo daqueles que defendem a tese contrária.
Dos 12 vereadores tucanos, 11 defendem a manutenção da aliança com Kassab, preservando Alckmin para ser o candidato tucano ao governo do Estado, em 2010.
"Quem tem assinado pela tese da aliança está fazendo por livre vontade e por opção política", disse Gilberto Natalini, líder da bancada.
"Não acredito que o apelo do presidente Lobo terá qualquer resultado sobre a consciência daqueles que assinaram. As circunstâncias marcham para uma disputa democrática na convenção", completa.
Proporcionalidade
Ontem pela manhã, Alckmin se reuniu com aliados que são pré-candidatos a vereador. Eles discutiram as possíveis dificuldades de uma coligação proporcional com o PTB, que poderia retirar cadeiras do PSDB na Câmara. A Folha apurou que no encontro Alckmin alegou que a aliança pode ser boa para os tucanos e que o próprio PTB pode rever a idéia de coligação proporcional.
O vereador Farhat, líder do PTB, no entanto, rebateu: "Para nós, casamento tem que ser no civil e no religioso".
FERNANDO BARROS DE MELLO
CATIA SEABRA
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