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09/06/2008 - 16h02
Fonte: O Estado de S.Paulo
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GENEBRA - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou que o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP) renunciará à presidência do PDT ainda nesta semana. "Isso (a saída) deve ocorrer nos próximos dias", afirmou o ministro, que é do PDT. "A saída será boa para dar tranqüilidade até paraas eleições em São Paulo", afirmou Lupi. Paulinho corre risco de ser cassado pela Câmara sob acusação de participar de um esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O deputado cogitava lançar sua candidatura para vice-prefeito. Mas Lupi acredita que isso não ocorrerá. "Não há clima", disse.
O ministro está em Genebra participando da Assembléia Mundial do Trabalho, que ocorre anualmente na ONU e que reúne ministros de todo o mundo.
Lupi, porém, criticou a imprensa por ter "preconceitos" em relação ao deputado. "Se eu que nem fui sindicalista sinto preconceito, o caso é ainda mais sério com ele", disse o ministro. Lupi conta que, nos últimos dias, pegou o ônibus em Genebra para se deslocar. O discurso de Lupi é parecido ao do ex-ministro da Previdência, Luiz Marinho, que também afirmou que Paulinho teria sido alvo de "preconceito".
Trem da Alegria
Lupi, porém, não estava sozinho na ONU. Seu discurso foi acompanhado por senadores, deputados e lideranças sindicais que viajaram até Genebra. A delegação brasileira era tão grande que teve de ocupar os lugares de outros países, como Brunei e Bolívia, que por ordem alfabética ficavam ao lado das cadeiras reservadas ao País.
Entre os senadores estavam Franscisco Dornelles, Mão Santa, Bernardo Cabral, Valter Pereira e Wilson Leite. Os deputados Albano Branco, Elcione Barbalho e Nelson Marquezeli também fazem parte da delegação. Muitos chegaram na sexta-feira passada.
Todos acompanharam atentamente o discurso de Lupi, mas muitos abandonaram a sala assim que o ministro terminou sua fala. Não antes sem felicitar Lupi pelo discurso, enquanto o ministro do Trabalho da Turquia, o próxima na lista de oradores, tentava se fazer ouvir na sala de conferências da ONU.
A Assembléia da Organização Internacional do Trabalho começou há duas semanas e todas as principais decisões deste ano já foram tomadas. Nesta semana, o encontro se limita a discursos e festas promovidas por grupos de interesse. Na noite de ontem, a Conferderação Nacional do Comércio promoveu um jantar em um dos locais mais caros de Genebra, o Parc des Eaux-Vives.
Mas mesmo assim, os representantes brasileiros optaram por aparecer quando as decisões já haviam sido tomadas. Não por acaso, senadores e deputados tinham dificuldade para dizer qual seria sua agenda de trabalho em Genebra.
O governador da Bahia, Jacques Wagner, também estará em Genebra nesta semana e lançará uma campanha para o combate ao trabalho infantil no Estado.
Jamil Chade
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