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02/06/2008 - 10h36
Fonte: Agência Estado
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SÃO PAULO - O coordenador nacional e líder do Movimento dos Sem-terra (MST), João Pedro Stédile, afirmou que o modelo econômico do governo Lula favorece o agronegócio e, por isso, contribui para gerar conflitos pela terra. "Na hora de implantar a reforma agrária, o governo privilegiou as grandes propriedades, as monoculturas voltadas à exportação e passou a distribuir O bolsa-família no campo. Mas o que resolve é trabalho, renda e educação", disse em entrevista ao programa Canal Livre da TV Bandeirantes.
Stédile reafirmou que o movimento que lidera defende não só distribuição de terras, mas também a implantação de uma agroindústria que gere renda aos trabalhadores rurais assentados e uma rede pública de educação que provenha formação técnica e humana à população rural. "É preciso mudar o modelo econômico atual", resumiu.
O ativista reafirmou que o interesse crescente das grandes empresas mineradoras e agrícolas na Amazônia é o grande risco a que a floresta está exposta atualmente e que o governo e a sociedade devem se mobilizar para barrar o processo de exploração inescrupulosa que, em sua opinião, já está em andamento. "Querem nossa água, nossa madeira, nossos minérios e que a floresta gere etanol para resolver os problemas dos carros deles", alertou.alimentos, nem para agravar o problema da fome mundial.
Fábio M. Machado
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