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Política: Operação Santa Tereza Assine Nosso Feed

07/05/2008 - 10h26

Fonte: Agência Estado

Não há nenhuma acusação formal contra Paulinho, diz Lupi

Presidente licenciado do PDT defende deputado; partido não deve tomar nenhuma medida contra ele

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BRASÍLIA - O presidente licenciado do PDT e ministro do Trabalho, Carlos Lupi, defendeu ao chegar para a reunião do PDT, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, da Força Sindical, suspeito de intermediar a liberação de verbas em contratos com o BNDES, descoberto pela Operação Santa Tereza. "Até agora, não existe nenhuma acusação formal. Existem ilações, mas não existem fatos. Não existe prova nenhuma", disse Lupi, antes de participar da Executiva do partido. "Temos de tomar um grande cuidado para não transformar o Brasil em um grande tribunal de inquisição onde a gente condena e difama sem direito de defesa", disse. A tendência é que a executiva do PDT não tome nenhuma medida contra Paulinho.

Mais cedo, o deputado subiu à tribunal da Câmara e negou que esteja envolvido no esquema. "Estou apanhando. Me coloco à disposição da corregedoria e também da comissão, se for preciso. E assim que terminar de falar eu vou ao procurador-geral (da República) com um documento que quebre o sigilo telefônico e bancário", disse.

A declaração do deputado foi aprovada por membros do partido. "Ele (Paulinho) está demonstrando que está assumindo uma postura de colaboração. Uma postura de quem não deve, não teme", afirmou Vieira da Cunha, presidente do partido. Nesta noite, Paulinho vai se explicar na reunião da Executiva do PDT com as bancadas do Senado e da Câmara. A decisão de abrir o sigilo, no entanto, foi uma forma de esvaziar algum tipo de pedido de afastamento do deputado do partido. Pela manhã, o senador Jefferson Péres (PDT-AM) sugeriu que Paulinho se licenciasse da sigla.

Nesta terça-feira, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), pediu ao corregedor da Casa, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), a abertura de investigação sobre o suposto envolvimento de parlamentares no esquema de desvio, mas não citou nomes.

Cabe ao corregedor fazer uma análise, elaborar um parecer e, em seguida, levá-lo à Mesa Diretora da Câmara para discussão. A Mesa poderá pedir, ou não, a cassação do mandato do parlamentar, ou ainda determinar outro tipo de punição. No caso do pedido de cassação, esse deve ser encaminhado ao Conselho de Ética da Casa.

EUGÊNIA LOPES

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