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16/06/2009 - 13h23
Fonte: G1
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A Justiça Federal em São Paulo recebeu aditamento da denúncia do Ministério Público Federal contra Elza de Fátima Costa Pereira, mulher do deputado Paulinho da Força (PDT-SP), por suposto crime de lavagem de dinheiro e a incluiu entre os réus do processo.
Elza foi investigada na Operação Santa Tereza, realizada pela Polícia Federal (PF), sobre desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O advogado Antônio Rosella, que defende Elza Pereira, afirmou que a decisão não transforma sua cliente em ré. Segundo ele, isso ainda depende de que ela apresente defesa e de uma decisão da Justiça.
"No dia em que houver o contraditório, aí a juíza vai dizer se recebe ou não a denúncia. Não conheço o aditamento", disse. Em junho de 2008, quando foi ouvida pela PF, Elza classificou a investigação como uma "armação" contra Paulinho.
O processo foi aberto sexta-feira (12) por decisão da juíza Silvia Maria Rocha, titular da 2ª Vara Federal, especializada em processos sobre crimes financeiros e ocultação de valores ilícitos.
A juíza acolheu denúncia que a Procuradoria da República apresentou em aditamento (aquilo que se acrescenta para ampliar) à acusação principal contra outros 13 réus, alvos de processo já em curso na 2ª Vara.
Ré, Elza será citada para, no prazo de dez dias, responder à acusação. Nessa nova denúncia, a Procuradoria da República aponta a mulher do deputado como integrante de organização que obtinha aprovação de financiamentos do BNDES para empresas e prefeituras por meio da exploração de prestígio político e depois cobrava comissão de 2% a 4% do valor global do empréstimo.
Paulinho está sob investigação do Supremo Tribunal Federal (STF), instância judicial que detém competência para abrir inquérito contra parlamentar. A procuradora Adriana Scordamaglia dedicou a Elza capítulo da denúncia intitulado “Da integração do capital proveniente do desvio do financiamento no Centro de Atendimento Biopsicossocial Meu Guri”.
Rastreamento bancário revela que o lobista João Pedro de Moura, ex-assessor de Paulinho e ex-integrante do Conselho de Administração do BNDES, depositou R$ 37,5 mil na conta corrente da Meu Guri, organização não-governamental (ONG) presidida por Elza.
“As investigações apontaram que Elza de Fátima Pereira, de forma livre e consciente, aderiu à conduta do acusado (Moura)”, assinala a procuradoria. Segundo a denúncia, Elza permitiu “a utilização de conta corrente sob sua administração para a ocultação de valor de procedência ilícita”.
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