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23/06/2008 - 16h58
Fonte: REUTERS
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RIO DE JANEIRO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta segunda-feira o processo adotado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para a escolha das cidades-sede dos Jogos Olímpicos, e afirmou que vai fazer campanha pelo mundo para que o Rio de Janeiro receba a Olimpíada de 2016.
O Rio de Janeiro disputa com Tóquio, Chicago e Madri o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016. A escolha será feita em 2 de outubro do ano que vem, em eleição do COI em que os 115 delegados da entidade têm direito a voto.
"Assim como na política, no esporte a matemática não é uma ciência exata. A Suíça tem quatro delegados, toda a América do Sul também tem quatro delegados. A Itália, por exemplo, tem cinco", disse Lula, em discurso no Rio, durante evento para comemorar o Dia Olímpico Internacional.
Lula afirmou que vai convidar o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, para fazer "corpo a corpo" em vários países para tentar reverter o desequilíbrio da votação.
"Vamos precisar conversar com quem decide. O Cabral e o Nuzman, daqui para frente, cada viagem que eu fizer, eles serão convidados como integrantes da delegação, para a gente conversar com quem dirige, como os primeiros-ministros, presidentes e os delegados", disse Lula em cerimônia no Palácio Guanabara.
"Os Jogos são o maior avanço da civilização humana. Se isso é verdade, qual é a explicação para nunca termos na América do Sul uma disputa dessa magnitude?", acrescentou o presidente, que assinou um projeto de lei que será encaminhado ao Congresso em regime de urgência para a liberação de 85 milhões de reais para a candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos.
Segundo Lula, o Brasil está qualificado para se tornar sede dos Jogos. No ano passado, o Rio de Janeiro organizou com sucesso os Jogos Pan-Americanos, o maior evento esportivo da história recente do país.
"O Brasil não é um 'paisinho' qualquer. Em qualquer quesito, o Brasil está entre os dez maiores países do mundo", afirmou.
(Por Rodrigo Viga Gaier)
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