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28/04/2008 - 10h57
Fonte: G1 - São Paulo
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Em entrevista ao jornal Diário do Grande ABC, de Santo André, no ABC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que não vai subir no palanque de candidatos a prefeito petistas para não causar constrangimento a partidos da base aliada no plano nacional. Em São Bernardo do Campo, cidade que projetou o ex-sindicalista para a política, Lula apoiará a candidatura do ministro da Previdência, Luiz Marinho, mas não quer colocar-se em público contra a eventual candidatura de Mauricio Soares, filiado ao PSB.
"Até por uma questão de manter o clima harmônico em Brasília, em todas as cidades que tiver mais que um candidato da base aliada, eu teoricamente não posso ir lá. Ficaria uma situação constrangedora. Quando terminar a eleição, ficaria uma clima de animosidade", disse Lula.
O adversário de Luiz Marinho foi advogado do Sindicato dos Metalúrgicos e elegeu-se prefeito de São Bernardo pelo PT em 1988. Abandonou o partido e elegeu-se em 1996 pelo PSDB. Reelegeu-se em 2000, pelo PPS. Seu sucessor, William Dib (PSB) é um dos principais adversários do PT em São Bernardo.
Lula afirmou que o PT tem condições de ganhar as próximas eleições em todas as cidade do ABC. Até 2004, o partido governava cinco das sete cidades e agora administra Santo André e Diadema. "Temos condições de ganhar em Santo André, São Bernardo, Mauá e Diadema. Em Ribeirão Pires não sei se definimos o candidato. Sempre tivemos dificuldade em São Caetano. Mas agora teremos o (Jayme) Tortorello, com o apoio de toda a família, que nos dá chance de ganhar."
O ex-sindicalista que comandou as greves dos metalúrgicos comemora a recuperação da indústria automotiva em seu governo. "Passei 20 anos ouvindo a indústria automotiva dizer que fechava o ano no vermelho e agora, do que jeito que está, a Ford vai ter de fazer nova fábrica, a Volks vai ter de fazer mais investimento e o ABC terá empregos. Qual é o milagre? A palavra mágica é crédito. Aumentamos a prestação do carro, porque trabalhador não olha o preço final, mas se a prestação cabe no holerite.”
Rodoanel
O presidente acenou com a possibilidade de acelerar o repasse de recursos para construção do trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, financiado em sua maior parte com recursos do governo estadual.
"É possível isso. Quando o governador quiser que os conselhos gestores da União e do Estado se reunam, nós podemos deliberar. Podemos antecipar os investimentos e inaugurar esta obra em 2009. Certamente é bom para mim e para o Serra inaugurar o Rodoanel no ano que vem. E para o povo, é melhor ainda. A rodovia vai tirar os caminhões do Centro de São Paulo, o que dará um alívio extraordinário para o trânsito."
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