Quarta, 23 de Maio de 2012
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30/05/2008 - 09h56
Fonte: Estadão
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Ouça Paulinho da Força em grampos da PF e leia a íntegra do relatório 11 da Santa Tereza
"Ô Paulinho, tudo bem?", ligou o coronel. "Tudo, tô sabendo. O Miguel me falou", respondeu o deputado, referindo-se a um sindicalista que Consani já havia contatado na noite de 23 de abril.
"Só pra te dizer", prosseguiu o coronel. "Você lembra aquele pessoal que nós estivemos lá no escritório. É de lá, é de dentro, é absolutamente positivo. Só não tenho certeza ainda que isso, que esse troço de amanhã seis horas da manhã realmente vai acontecer, mas que tem e que tá andando é 100%."
"Tá, tá", disse Paulinho.
"Aí, amanhã, eu vou me informar melhor. Quando você chegar eu vejo", disse o coronel.
"Eu vou dar um toque aqui, tá bom então", despediu-se Paulinho.
O coronel será interrogado hoje. Ele é um dos 13 réus da ação penal sobre suposto esquema de desvio de recursos do BNDES. Consani terá de explicar por que avisou o deputado, a quem chama de "nosso chefe maior".
Paulinho nega envolvimento com a organização. Ele está sob investigação da Procuradoria-Geral da República.
Também será interrogado o advogado e ex-conselheiro do BNDES Ricardo Tosto. Ele afirma que não tinha competência para liberar dinheiro e abriu mão de seu sigilo bancário e fiscal.
A PF sustenta que o advogado teria recebido parcela do desvio, mas ele foi inocentado pelo empresário Marcos Mantovani, apontado como operador do esquema.
Fausto Macedo
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