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03/03/2009 - 15h03
Fonte: G1
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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) divulgou nota nesta terça-feira (3) em que critica o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, por fazer "acusações difamatórias" e a Agropecuária Santa Bárbara, de propriedade do grupo Daniel Dantas, por tentativa de "criminalizar o movimento".
Na segunda (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não crê em uma crise institucional entre o MST e o STF. Lula classificou, no entanto, de "inaceitável" a justificativa do movimento de legítima defesa para quatro mortes em uma invasão em Pernambuco.
Na semana passada, Mendes criticou o repasse de dinheiro público ao MST – entidade que, em sua visão, cometeria ilegalidades. No fim de semana, em resposta, o MST invadiu duas fazendas de Dantas. O movimento alegou que a invasão foi uma resposta a Mendes, ministro responsável pela concessão de habeas corpus que livrou o banqueiro da prisão no ano passado, após a Operação Satiagraha, da Polícia Federal.
Lula afirmou crer que Mendes fez críticas como cidadão ao movimento. Em nota na noite de segunda (2), o presidente do STF disse que as afirmações foram no exerício do cargo: "A Secretaria de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal esclarece que o presidente [Gilmar Mendes] falou na qualidade de chefe do Poder Judiciário, que tem responsabilidades políticas e institucionais inerentes ao cargo".
Nota do MST
Na nota divulgada nesta terça (3), o MST disse que crime é "terras públicas sendo vendidas a banqueiros corruptos que são soltos pelo mesmo juiz que faz acusações difamatórias aos movimento sociais" - veja abaixo a íntegra da nota.
o MST diz também que a Agropecuária Santa Bárbara tenta criminalizar o movimento. "O MST reafirma que as denúncias feitas pelo grupo Santa Bárbara são infundadas e são formas de criminalizar o movimento perante a sociedade."
Na segunda-feira (2), a Agropecuária havia divulgado nota em que afirmou que os funcionários da empresa estão sitiados em uma das fazendas invadidas e que os integrantes do MST fazem "matança de gado". A empresa diz ainda que empregados são intimidados.
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