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06/05/2008 - 13h22
Fonte: G1 - Brasília
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O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), voltou a fazer críticas nesta segunda-feira (5) ao fato de a Polícia Federal ter feito investigações dentro da Casa na Operação Santa Tereza, que desmontou um esquema de fraudes no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Apesar disso, o petista diz que analisa enviar à corregedoria as denúncias levantadas pela PF contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical.
Para Chinaglia, a PF errou ao monitorar os passos de Paulinho dentro da Câmara. “Avaliamos que a Polícia Federal exerceu sua função sem autorização e, portanto, errou”. O petista sustenta que o deputado só poderia ser investigado com autorização do Supremo e a PF precisaria da autorização da Casa para acompanhar os passos de Paulinho na Câmara.
O presidente da Câmara diz temer que a ação da PF crie um clima de insegurança na Casa. “Agora cada um vai imaginar que pode investigar um poder. Isso fere o exercício do mandato dos parlamentares”.
Apesar das críticas, Chinaglia disse estar analisando as denúncias para decidir se encaminha o caso ao corregedor da Casa, Inocêncio Oliveira (PR-PE). “Estou dizendo que vou analisar, mas qualquer partido pode apresentar representação diretamente ao Conselho de Ética. Eu posso enviar para o corregedor sim”.
Caso Chinaglia tome a decisão de encaminhar as denúncias, caberá a Inocêncio decidir se envia uma representação ao Conselho de Ética ou arquiva a denúncia.
Eduardo Bresciani
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