Terça, 22 de Maio de 2012
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10/06/2010 - 13h44
Fonte: G1
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O governador do Rio, Sérgio Cabral, afirmou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (10), no Palácio Guanabara, que tem o apoio do presidente Lula na questão dos royalties do pré-sal no estado.
A declaração foi dada após o Senado Federal ter aprovado nesta madrugada uma emenda que redistribui os recursos da exploração de petróleo no mar, inclusive fora do pré-sal, pelos critérios dos fundos de participação, que privilegia os estados mais pobres.
"Lula me garantiu que o que vale é o acordado entre mim e ele no Centro Cultural Banco do Brasil há cerca de 7 ou 8 meses atrás, quando lá estivemos numa reunião de muitas horas junto com varios ministros. O acordo é sobre o pré-sal a ser licitado", disse Cabral, que afirmou ter conversado com Lula nesta manhã.
Demonstrando revolta, o governador se disse decepcionado com o próprio partido. "Foi uma decepção muito grande ver companheiros do PMDB nessa movimentação, nesas covardia, nesse achaque aos cofres públicos do estado do Rio.
Acho que faltou respeito ao povo do Rio de Janeiro e respeito ao PMDB", disse ele, que também afirmou que não vai participar da convenção nacional do PMDB no próximo sábado (12), em Brasília.
De acordo com Cabral, caso o veto do presidente seja derrubado pela Câmara dos Deputados, ele entrará com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF).
Reajustes cortados
Devido à aprovação da emenda, Cabral afirmou ainda que as mensagens de reajustes aos servidores públicos do estado serão retiradas e só será mantida a de Segurança Pública. Cerca de 15 mensagens seriam enviadas.
"Peço a compreensão de todos os servidores públicos", disse ele. "Meu compromisso com todos os servidores é que após esse pesadelo a gente possa voltar a mandar as mensagens a partir de julho", completou.
Emenda aprovada
A emenda, protocolada pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), determina que a União compense eventuais perdas de estados produtores, como Rio de Janeiro e Espírito Santo.
O projeto, que trata também da mudança de modelo de exploração do pré-sal de concessão para partilha e a criação do fundo social, terá de passar por votação na Câmara dos Deputados antes de ir para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula faz crítica
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os parlamentares que buscam fazer "benesses" durante as votações em ano eleitoral e lembrou que costuma vetar eventuais exageros.
Lula concedeu entrevista nesta quinta-feira (10) para a rádio FM Sergipe, em Aracaju, e fez o comentário após ser perguntado sobre qual era sua análise da emenda aprovada no Senado que muda a divisão dos royalties do petróleo.
“Eu acho que o Congresso Nacional contribuiu muito com meu governo, votou 99% das coisas que queríamos que votasse. Quando há algum exagero eu veto", disse. "No pré-sal, eles votaram a coisa mais importante que era a partilha.
Está garantido o novo modelo de exploração do petróleo do Brasil, mas eles carimbaram muito o Fundo Social", afirmou. Lula disse que a divisão das verbas do fundo pode comprometer iniciativas de política social "porque já está carimbado.”
“Eu acho que muitas vezes as pessoas pensam que votar facilidades, que votar benesses ajuda eleitoralmente. Não ajuda. Não ajuda por que o povo brasileiro está compreendendo que o momento que o Brasil está vivendo é outro", afirmou.
Carolina Lauriano
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