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29/04/2008 - 09h40
Fonte: O Estado de S.Paulo
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SÃO PAULO - Horas depois de um ato de tucanos serristas em favor da reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) declarou-se nesta segunda-feira, 28, pela primeira vez, candidato à Prefeitura de São Paulo. Alckmin discursou para simpatizantes após a Executiva Municipal do PSDB decidir que no dia 5 de maio a pré-candidatura será lançada oficialmente.
"O PSDB sempre teve candidato em São Paulo. Aprendi que, na política, a gente deve seguir os ideais de uma vida, não as conveniências de momento", afirmou o ex-governador, numa crítica direta à ala do partido que pressionou por sua desistência e por uma aliança com Kassab. "Nem tenho o direito de fazer, em nome da base, esse tipo de acordo", disse Alckmin, aclamado por mais de 300 integrantes do partido.
O ex-governador disse também estar "certo" de que receberá o apoio do governador José Serra assim que o PSDB oficializar sua pré-candidatura. Declarando-se "muito zen e tranqüilo", Alckmin, depois de discursar, partiu para o primeiro corpo-a-corpo em uma padaria no centro da cidade. "É a primeira (ação) de muitas que faremos com essa campanha que começa agora", afirmou o deputado Edson Aparecido.
Enquanto isso, na zona leste da cidade, tucanos favoráveis à entrada do PSDB na coligação pró-Kassab, que ganhou o reforço do PMDB na semana passada, organizaram um ato para rechaçar a candidatura própria. O movimento contou com políticos ligados diretamente a Serra, como o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman.
Reunidos na sede da Associação de Amigos do Bairro de Ermelino Matarazzo, eles lançaram um documento intitulado Juntos pela aliança até a vitória.
Antes de saber que Alckmin havia se lançado candidato, Feldman afirmou que o documento poderia ser sintetizado em cinco tópicos: 1) defesa da candidatura de Alckmin ao governo do Estado em 2010; 2) defesa da manutenção da aliança PSDB-DEM na cidade de São Paulo; 3) apoio a Kassab prefeito em 2008; 4) direito a indicação de um vice do PSDB na chapa do prefeito, e 5) apoio a Serra candidato à Presidência da República em 2010.
Nesta segunda, Feldman negou que pretenda lançar sua pré-candidatura à prefeitura como forma de obrigar o partido a definir no voto o candidato tucano na sucessão paulistana.
Ricardo Brandt, de O Estado de S. Paulo
Foto:Tiago Queiroz/AE
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