Quinta, 09 de Setembro de 2010
12/03/2010 - 00h03
Fonte: BBC Brasil
Altere o tamanho da letra: A- A+

Segundo o documento, 2009 foi o ano em que mais pessoas ganharam maior acesso a informação sobre direitos humanos por meio da internet, telefones celulares e outras tecnologias.
"Ao mesmo tempo, foi o ano em que governos investiram mais tempo, dinheiro e atenção na busca de meios técnicos e regulatórios para restringir a liberdade de expressão na internet e o fluxo de informações críticas", diz o texto.
"E para infringir os direitos de privacidade daqueles que usam essas tecnologias", afirma o documento, que traz dados sobre a situação dos direitos humanos em 194 países.
Na apresentação do relatório, a secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que as novas tecnologias "se mostraram úteis tanto para os opressores quanto para os que lutam para expor as falhas e a covardia dos opressores".
China
Entre os países criticados está a China que, segundo o documento, "aumentou os esforços para monitorar o uso da internet, controlar o conteúdo, restringir informações, bloquear acesso a websites domésticos e estrangeiros, encorajar auto-censura e punir aqueles que violam as regulações".
O Departamento de Estado diz que o governo chinês empregou milhares de pessoas para monitorar as comunicações eletrônicas e várias vezes bloqueou o acesso a sites e a ferramentas de busca na internet, além de censurar emails.
As críticas do governo americano à China não são novas.
No início do ano, comentários da secretária de Estado, Hillary Clinton, de que a China restringe a liberdade na internet provocaram reclamações por parte do governo chinês, que disse que os Estados Unidos deveriam “parar de fazer acusações sem fundamento”.
Irã e Coreia do Norte
O Irã também é criticado no documento, especialmente depois das eleições de junho, em que o presidente Mahmoud Ahmadinejad foi reeleito sob alegações de fraudes. O texto cita a violenta repressão às manifestações populares que se seguiram ao pleito.
Segundo o relatório, antes das eleições e também nos protestos realizados em dezembro, o governo "bloqueou o acesso ao Facebook, ao Twitter e a outros sites de relacionamento".
A Coreia do Norte é criticada por "continuar a submeter seus cidadãos a controles rígidos em muitos aspectos de suas vidas" e por relatos de execuções extrajudiciais, desaparecimentos e prisões arbitrárias.
"O governo conseguiu controlar virtualmente toda a informação: não há imprensa independente, o acesso a internet é limitado a altos oficiais e outras elites e a liberdade acadêmica é reprimida", diz o documento.
Venezuela e Cuba
No capítulo destinado à Venezuela, o relatório afirma que "autoridades do governo, incluindo o presidente, usaram veículos de mídia controlado pelo governo para acusar proprietários e repórteres da mídia privada de fomentar campanhas de desestabilização e tentativas de golpe".
O texto cita outras formas de agressão contra a imprensa privada, como sanções administrativas, multas e ameaças de fechamento, "para prevenir ou responder a qualquer crítica contra o governo".
O documento também critica Cuba e diz que o governo "continua a negar a seus cidadãos os direitos humanos básicos".
Entre as violações listadas no relatório estão limitações à liberdade de expressão e de imprensa, restrições à livre associação e à liberdade religiosa e recusa em reconhecer grupos de direitos humanos e jornalistas independentes.
Alessandra Corrêa
Da BBC Brasil em Washington
Seja o primeiro a comentar esta notícia, clique aqui!
Os direitos autorais desta página são protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998 - © Copyright 2010 VoteBrasil