Quinta, 09 de Setembro de 2010
31/08/2009 - 12h37
Fonte: Associated Press
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Três pescadores do Texas (EUA) resistiram à fome, sede e ao temor de tubarões e alucinações por oito dias no golfo do México até serem resgatados neste sábado (29) a 290 km da costa.
"Todo dia nós sofríamos crises de pânico", conta Tressel Hawkins, 43, um dos pescadores. "O poder da oração fez com que nos sentíssemos seguros já que sabíamos que sairíamos dali, só não sabíamos quando."
Hawkins, James Phillips, 30, e Curtis Hall, 28, encontraram suas famílias neste domingo após uma semana de desespero e esperança. "Eu sabia que nós voltaríamos para casa. Ru nunca tive dúvida", disse Phillips, dono do barco.
Os três foram encontrados neste sábado (29) por um outro barco pesqueiro quando acenavam suas camisetas perto de Port Aransas. Os três foram dados como desaparecidos em 21 de agosto depois de deixarem Matagorda, cerca de 145 km ao sudoeste de Houston (Texas), em uma viagem para pesca.
Os três dormiram no barco na noite daquela sexta-feira e acordaram na manhã seguinte com água entrando na embarcação.
Os homens começaram então a racionar chiclete, bolachas, cerveja e salgadinho e utilizaram uma mangueira para sugar a água fresca do tanque de água potável. Os pescadores mantém tanque com água doce para lavar os peixes e o barco quando estão na pesca.
"Nós comíamos bolachas um dia e depois uma mão cheia de batatinhas", disse Phillips. "Tudo tinha gosto de gasolina e água salgada."
Hall e Haskins contaram ter visto aviões e helicópteros militares sobrevoarem o local onde estavam. A Guarda Costeira, que deu a busca por encerrada depois de uma semana, nunca os viu.
Phillips conta que o pior foi durante o forte calor do dia, quando tentavam enfrentar o sol e manter o ânimo. O calor e a desidratação começaram a causar ainda alucinações. "No quarto ou quinto dia nos alucinávamos com pessoas trazendo comida e água para nós. Nós falávamos com eles, mas eles não estavam lá", contou Phillips.
Hawkins disse que se perguntou se o barco que os salvou era verdadeiro ou mais uma alucinação. "Você tem que ver três ou quatro vezes para ter certeza que é real", disse.
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