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25/07/2011 - 23h38

Fonte: BBC Brasil

Obama pede que americanos pressionem congressistas por solução para dívida

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu que os americanos pressionem seus congressistas a “colocarem a política de lado” e a se comprometerem com um plano “equilibrado” de redução do déficit e aumento do limite de endividamento do país...

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Obama pede que americanos pressionem congressistas por solução para dívida

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu que os americanos pressionem seus congressistas a “colocarem a política de lado” e a se comprometerem com um plano “equilibrado” de redução do déficit e aumento do limite de endividamento do país, num momento em que o impasse se aproxima de uma data crítica.

Em discurso televisionado ao vivo na noite desta segunda-feira, Obama criticou o “circo partidário” em Washington, culpou “parte dos republicanos” pelo impasse envolvendo o teto da dívida do país e alertou que a ausência de solução para o problema causará aumento nas taxas de juros e mais desemprego.

O presidente apoia um plano que, para conter o deficit dos EUA, inclui cortes de gastos e fim de isenções de impostos para a parcela mais rica (2%) da população.

Já os republicanos rejeitam a elevação de impostos e defendem cortes em programas sociais defendidos pelos democratas.

O impasse está impedindo que o Congresso vote o aumento no teto da dívida do país, que já chegou em seu limite, de US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões). Esse limite deverá ser ultrapassado em 2 de agosto, a partir de quando, portanto, os EUA não teriam mais como cumprir com seus compromissos financeiros, arriscando uma moratória.

Analistas afirmam que o calote da dívida americana poderia provocar um salto da taxa de juros nos Estados Unidos e potencialmente ameaçar a recuperação econômica mundial.

“A única razão para este impasse é que alguns republicanos insistem em uma solução de apenas cortes (orçamentários) e nos programas (sociais) com os quais nos importamos”, disse Obama, agregando que seus adversários “estão mantendo a economia refém”, em um processo que é “ofensivo ao cidadão".

Imediatamente em seguida ao discurso de

Obama, foi a vez de discursar o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, que tem feito forte oposição às propostas democratas de como lidar com o deficit.

Planos divergentes

Horas antes, senadores democratas e representantes (deputados federais) republicanos apresentaram planos divergentes sobre como cortar o orçamento dos EUA e elevar o teto do endividamento, na tentativa de evitar o calote.

O plano dos democratas prevê cortes de US$ 2,7 trilhões no orçamento ao longo de uma década, mantendo programas sociais destinados à parcela mais pobre e aos idosos.

O plano, que obteve endosso imediato da Casa Branca, elevaria o limite de endividamento dos EUA o suficiente para o país continuar pedindo dinheiro emprestado no mercado financeiro ao longo de 2012.

“É uma oferta que os republicanos não podem rejeitar. Se rejeitarem, é porque querem a moratória”, disse o senador Charles Schuman.

Mas Boehner disse que o plano democrata é baseado em “enganações” contábeis e que não reduz programas sociais que, opina, são os grandes geradores de deficit.

Mais tarde, os republicanos apresentaram um projeto próprio, que inclui US$ 1,2 trilhão em cortes, impõe limites em gastos futuros e aumenta em US$ 1 trilhão o teto de endividamento dos EUA – o que não seria suficiente para durar até as eleições de 2012.

Esse aumento de limite estaria condicionado à aprovação, no Congresso, de cortes em programas estatais de saúde defendidos pelos democratas.

A proposta foi criticada no discurso noturno de Obama, dizendo que a solução de estender o teto do endividamento não resolverá o problema dos EUA e provocará, no futuro, um debate semelhante ao que está em curso no momento.

Também nesta segunda, o FMI pediu ao governo americano que aja com urgência para aumentar o teto de sua dívida e para uma “solução ampla”, que reduza seu déficit no médio prazo. Sem isso, os mercados perderiam confiança na habilidade de Washington em pagar suas dívidas, disse o Fundo.

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