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Brasil / Mundo: Irã Assine Nosso Feed

09/08/2010 - 17h53

Fonte: Da Reuters

Irã intensifica processo de enriquecimento de urânio, diz AIEA

País começou a usar mais máquinas para enriquecer material nuclear. Processo aumenta preocupação do Ocidente sobre produção de armas.

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O Irã começou a usar mais máquinas instaladas este ano para enriquecer material nuclear em níveis mais altos com mais eficácia, violando sanções da ONU, afirmou a agência nuclear da ONU na segunda-feira (9).

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse que o Irã está usando um segundo conjunto, ou "cascata", de centrífugas em sua usina piloto de Natanz para enriquecer urânio até 20% de pureza. O processo aumenta as preocupações no Ocidente de que o país esteja interessado em desenvolver armas nucleares.

O Irã vem produzindo urânio de baixo enriquecimento há algum tempo e anunciou em fevereiro que começara a enriquecer urânio a 20% para produzir combustível para um reator de pesquisas médicas. O governo iraniano diz que o trabalho tem objetivos apenas pacíficos.

"A AIEA pode confirmar que em 17 de julho, quando inspetores seus estiveram na usina piloto, o Irã estava alimentando de material nuclear as duas cascatas interligadas, de 164 centrífugas", disse a porta-voz Gill Tudor, confirmando relato apresentado na semana passada pelo Instituto de Ciência e Segurança Internacional, entidade com sede em Washington.

Tudor acrescentou que isso "contraria as resoluções do Conselho de Segurança da ONU de que o Irã deve suspender todas as atividades relacionadas ao enriquecimento".

O uso de duas cascatas permite que urânio de baixo enriquecimento que tenha sobrado seja recolocado nas máquinas, obtendo o potencial pleno do material e tornando o trabalho mais eficiente. Sob o esquema atual, a produção e o nível de enriquecimento permanecem iguais, e o trabalho é monitorado pela AIEA.

Mas o Ocidente teme que o Irã tenha o objetivo de armazenar material nuclear para mais tarde enriquecê-lo até um grau de pureza de 90 por cento, o nível necessário para uma arma nuclear, porque não possui a capacidade de produzir as chapas de combustível necessárias para o reator médico.

Analistas dizem que, agora que o Irã alcançou a marca dos 20% de pureza, pode avançar para um grau de pureza compatível com a produção de armas em questão de meses apenas, já que o enriquecimento até um nível baixo de pureza é a etapa mais demorada e tecnicamente difícil do processo.

O governo iraniano afirma que foi obrigado a enriquecer urânio a 20% após o fracasso de um acordo com as potências ocidentais e a AIEA, pelo qual teria enviado 1.200 quilos do material de baixo enriquecimento para o exterior, recebendo em troca bastões de combustível para seu reator nuclear.

O país tentou recuperar a troca em um acordo fechado com a Turquia e o Brasil, mas isso não bastou para impedir o Conselho de Segurança de lhe impor uma quarta rodada de sanções, em junho.

O Irã informou na segunda-feira que sua primeira usina de energia atômica vai entrar em ação em setembro, após anos de adiamentos.

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