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22/05/2010 - 19h17
Fonte: France Presse
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'Se quiserem revisá-lo parcialmente, o Parlamento não aceitará', disse Ali Larijani. (Foto: Mustafa Ozer/Reuters)
O Irã poderá voltar atrás depois do acordo fechado com Brasil e Turquia, voltado para uma troca de urânio, se as grandes potências não o aceitarem em sua totalidade, declarou neste sábado (22) o presidente do Parlamento, Ali Larijani.
"Se quiserem revisá-lo parcialmente, o Parlamento não aceitará", disse, citado pela agência oficial Irna.
"Se apresentarem exigências adicionais e se continuarem com o engano, isso não será compatível com a declaração de Teerã", acrescentou, sem mais detalhes.
O acordo assinado segunda-feira em Teerã prevê o intercâmbio, na Turquia, de 1.200 quilos de urânio levemente enriquecido (3,5%) contra 120 quilos do combustível enriquecido a 20% fornecido pelas grandes potências e destinados ao reator de pesquisa nuclear com objetivos médicos de Teerã.
Segundo o governo islâmico, o acordo estabelecido reconhece o direito do Irã de enriquecer urânio com fins pacíficos.
"Representa uma base lógica para as negociações", declarou Larijani.
Os EUA e outras potências acusam Teerã de querer dotar-se da arma nuclear a pretexto de atividades civis, o que a República islâmica desmente.
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