Segunda, 21 de Maio de 2012
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17/06/2010 - 00h43
Fonte: Jornal da Globo
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O chefe do Programa Nuclear Iraniano disse que continuar a desenvolver o projeto é uma maneira de resistir à pressão dos inimigos. Segundo ele, o novo reator tem fins científicos. O parlamento iraniano aprovou uma lei que restringe ao mínimo a colaboração do Irã com a Agência Internacional de Energia Atômica.
Apesar das bravatas, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o país está pronto para retomar o diálogo com as potências, em condições que serão anunciadas em breve.
Nesta quarta os americanos começaram a colocar em prática as sanções contra o Irã, aprovadas pela ONU na semana passada. Eles esperam que o Brasil, que foi contra as sanções, faça o mesmo.
O encarregado das sanções no Departamento do Tesouro Americano disse "ter todas as razões para crer que tanto a Turquia como o Brasil cumprirão a resolução das sanções apesar dos votos contrários".
Na verdade, se trata de pura pressão política. Todos os países integrantes das Nações Unidas são obrigados a acatar a decisão, que proíbe, por exemplo, a venda para o Irã de mísseis e helicópteros.
As sanções anunciadas nos Estados Unidos proíbem os americanos de fazer negócios com alguns bancos, empresas e pessoas ligadas ao governo e ao Programa Nuclear Iraniano.
Flávio Facchel
Nova York, EUA
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