Segunda, 21 de Maio de 2012

VoteBrasil

Seu Portal de Informações e Notícias Políticas

Eleito dois anos como Melhor Site de Política pelo Prêmio iBEST -->

Brasil / Mundo: Brasil Assine Nosso Feed

16/06/2011 - 19h01

Fonte: Agência Brasil

Em Brasília, Patriota e Ki-moon conversaram sobre a crise na Síria e Líbia

Ki-moon disse ter apelado ao presidente sírio, Bashar Al Assad, que “páre de matar pessoas” e apelou, mais uma vez, para que o líder líbio, Muammar Khadafi, declare um “cessar-fogo imediato”.

Altere o tamanho da letra: A- A+

Em Brasília, Patriota e Ki-moon conversaram sobre a crise na Síria e Líbia

A crise na Líbia e Síria ocupou parte das conversas desta quinta-feira (16/6) do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon. Ki-moon disse ter apelado ao presidente sírio, Bashar Al Assad, que “páre de matar pessoas” e apelou, mais uma vez, para que o líder líbio, Muammar Khadafi, declare um “cessar-fogo imediato”.

“De novo, eu pedi ao presidente Assad e às autoridades [sírias] para parar de matar pessoas e se engaje em um diálogo inclusivo”, afirmou Ki-moon, depois de se reunir com Patriota, no Itamaraty. “Tenho conversado com o presidente Assad.

Pedi fortemente para ouvir os desejos e aspirações de seu povo. Também disse para ele ter o cuidado de proteger vidas humanas. É totalmente inaceitável que muitas pessoas civis protestem pacificamente em defesa de seus desejos de maior liberdade e sejam mortos e feridos.”

No que depender do Brasil, a solução da crise nos dois países envolve a busca por alternativas negociadas. Na conversa, Patriota alertou que houve uma extrapolação nas ações na Líbia a partir da imposição da área de exclusão aérea sob a alegação de proteção aos civis na região. Segundo o chanceler, é necessário observar a instrumentalização das ações em defesa de interesses de um grupo de nações.

No começo do ano, quando o Conselho de Segurança das Nações Unidas votou a resolução da imposição da área de exclusão aérea na Líbia, o Brasil se absteve. Para o governo brasileiro, a medida é um risco para o agravamento da violência na região. Desde então, forças leais a Khadafi, oposição e estrangeiros se enfrentam nas cidades líbias.

Patriota e Ki-moon concordaram que Líbia e Síria vivem situações distintas. Mas para Patriota, deve-se buscar uma solução negociada como uma declaração com fins de advertência às autoridades da Síria, que está em discussão no Conselho de Segurança.

“Seria uma maneira de o conselho se manifestar sobre uma situação que é preocupante e complexa e seria uma hipótese interessante”, afirmou o chanceler, lembrando que esta manifestação só se torna pública se houver consenso entre os 15 integrantes do Conselho de Segurança. “O Conselho de Segurança ainda está em consultas. [Isto] não tem prazo.”

Comentários desta Notícia

Seja o primeiro a comentar esta notícia, clique aqui!


Os direitos autorais desta página são protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998 - © Copyright 2012 VoteBrasil