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30/10/2008 - 21h50
Fonte: Efe
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Os documentos do Pontificado de Pio 12 (1939-1958) no Arquivo Secreto do Vaticano não se tornarão públicos em menos de seis ou sete anos, informou nesta quinta-feira em comunicado o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi.
Esta pode ter sido uma resposta ao rabino David Rosen, que solicitou a abertura da documentação ao ser recebido pelo papa Bento 16 no Vaticano ao liderar a delegação do Comitê Judeu de Consultas Inter-religiosas.
O porta-voz não citou o pedido, mas afirmou que o Vaticano considera "compreensível e justificado" que solicitem a abertura destes arquivos, mas que, para o administrador regional do Arquivo Secreto, Sérgio Pagão, o tempo previsto para a liberação é de pelo menos seis ou sete anos.
"O trabalho é longo e meticuloso e o pessoal especializado é limitado". Lombardi informou que o material pedido soma pelo menos 16 milhões de cartas, em 15.430 pastas e 2.500 embrulhos.
Pio 12 chefiou a Igreja Católica de março de 1939 a outubro de 1958 e muitos historiadores o acusam de anti-semita e de não se colocar contra o regime de Hitler, algo sempre negado pelo Vaticano.
O anúncio feito por Lombardi ocorre após o crescimento das críticas de rabinos e políticos israelenses à eventual beatificação de Pio 12, cujo processo está aberto e à espera de que o papa reconheça suas eventuais virtudes heróicas, primeiro passo rumo à santidade.
Em setembro de 2006, o Vaticano abriu ao público toda a documentação relativa ao Pontificado de Pio 11 (1922-1939) existente no Arquivo Secreto do Vaticano, destacando documentos sobre a Guerra Civil Espanhola (1936-39), da Alemanha nazista e da Itália fascista.
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