Sexta, 18 de Maio de 2012
Eleito dois anos como Melhor Site de Política pelo Prêmio iBEST -->
09/12/2009 - 16h33
Fonte: da Reuters, em Washington
Altere o tamanho da letra: A- A+

Dois importantes grupos internacionais de direitos humanos deram opiniões mescladas sobre o histórico do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com relação aos direitos humanos nesta quarta-feira, na véspera de ele receber o Nobel da Paz de 2009 em Oslo.
O Human Rights Watch e a Anistia Internacional pediram que Obama utilize o discurso de aceitação do prêmio na quinta-feira para renovar a liderança americana na área dos direitos humanos, depois de, segundo elas, a posição do país ter sido enfraquecida por abusos cometidos durante a guerra ao terrorismo do governo de George W. Bush (2001-2009).
Ao premiar Obama, o comitê do Nobel disse em outubro que o presidente havia feito esforços extraordinários para fortalecer a cooperação internacional e esperava que isso fortalecesse a democracia e os direitos humanos.
Obama adotou um estilo pragmático na política externa, recebendo elogios por mostrar disposição de negociar com países como Irã e Coreia do Norte, os quais seu antecessor havia classificado como parte do "eixo do mal" e buscado isolar.
A Anistia e o Human Rights Watch, no entanto, afirmaram que o pragmatismo dele por vezes o leva a não falar abertamente sobre direitos humanos em países como China, o maior credor de Washington e importante ator nos esforços de combater a crise financeira mundial.
"Ele criou uma escolha falsa entre ter de falar vigorosamente sobre direitos humanos ou ser pragmático e obter resultados em outras questões", disse o diretor-executivo da Anistia Internacional EUA, Larry Cox.
A Anistia e o Human Rights Watch elogiaram Obama por agir prontamente para anunciar o fechamento da prisão militar de Guantánamo, e encerrar o programa de detenção secreta da CIA (agência de inteligência americana), adotando uma abordagem multilateral de diplomacia e estendendo a mão ao mundo muçulmano.
Mas as organizações o criticam por não fazer o bastante para tratar de casos específicos de direitos humanos.
"Ele falou abertamente em alguns casos, como o da [vencedora do Nobel da Paz] Aung San Suu Kyi, mas não entrou com força o suficiente em questões como os direitos humanos na China, por exemplo", disse Cox.
A diretora associada do Human Rights Watch, Carroll Bogert, disse que o governo de Obama parece ter calculado que os EUA seriam um ator mais forte na arena internacional se minimizassem a importância dos direitos humanos.
"Acho que o cálculo é de que suscitar os direitos humanos enfraquecem a posição dos EUA. Isso é um erro de cálculo. A postura silenciosa faz [Obama] parecer fraco", disse Bogert.
Seja o primeiro a comentar esta notícia, clique aqui!
Os direitos autorais desta página são protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998 - © Copyright 2012 VoteBrasil