Quarta, 08 de Fevereiro de 2012
Eleito dois anos como Melhor Site de Política pelo Prêmio iBEST -->
Humberto Mesquita

Jornalista profissional com 30 anos de experiência em revistas, jornais, emissora de rádio e TV. Repórter especial da Rede Tupy de Televisão; apresentador de Debates Políticos nas TVs Bandeirantes, (Xeque Mate) Tupy (Pinga Fogo) e SBT (Debate) e “Isto é Brasil” (SBT).Hoje na Rádio Atual FM 94,1 o “Destaque Atual” programa de noticias e entrevistas.
21/08/2010 - 09h39
Altere o tamanho da letra: A- A+
Num comício realizado na cidade de Osasco na semana passada o presidente Lula ao abordar o Brasil de hoje, depois de ressaltar todas as vitórias do seu governo disse entre outras coisas que “antes o FMI vinha aqui nos fiscalizar, porque nos éramos reféns do banco em função da divida que contraíramos com aquela organização, e que agora o FMI nos devia e num tom irônico disse que ele estava pensando seriamente em ir fiscalizar a aplicação do dinheiro do Brasil pelo FMI”. Mas ele falou da menor taxa do desemprego, da ascensão de classes econômicas no Brasil, com o fim da miséria para milhões de brasileiros e terminou dizendo que o Brasil agora era um país respeitado e que os paises de fora, europeus e americanos, não poderiam mais vir aqui pisar na nossa soberania.
Mas o presidente, como bom corintiano, se esqueceu de dizer que agora nos começamos a dar um não também a propostas de clubes estrangeiros pelos nossos melhores jogadores. Esqueceu-se de dizer que o Neymar recusou proposta do Chelsea da Inglaterra e preferiu ficar no Brasil, o país pentacampeão mundial de futebol. Foi uma vitória do Santos, mas foi principalmente uma vitória do futebol brasileiro que está cansado de ser o celeiro dos clubes europeus.
Precisamos acabar com essa subserviência ao futebol europeu que de repente passou a ser o grande cenário dos espectadores brasileiros que acompanham as campanhas dos clubes da Itália, Espanha, Inglaterra ou Alemanha em detrimento de um campeonato brasileiro que é sem dúvida uma das melhores competições do futebol mundial.
Aqui se pratica o verdadeiro futebol, mas nossos craques despontam aqui com toda sua magia e vão se submeter às regras rigorosas de clubes que usam a massa muscular como primeiro ingrediente para a pratica futebolística, ao contrário da forma de atuar do jogador brasileiro cheio de truques e de firulas, um futebol que desconcerta e que enche os olhos do amante desse esporte.
O jogador sai do Brasil, vai para a Europa e muitas vezes fica amargando um banco de reservas porque o seu treinador é incapaz de entender a forma mágica de atuar do jogador brasileiro. Foi o que aconteceu com o Robinho como exemplo, que saiu daqui com uma grande promessa e foi parar nos bancos de reservas, voltou ao Brasil e brilhou no Santos junto com esses fabulosos “meninos da vila” e agora está de volta a Europa porque seu passe pertence ao Manchester City e não sabe ainda qual será o seu destino. A maior prova de que os técnicos estrangeiros são incapazes de utilizar bem nossos jogadores é que mesmo na reserva dos seus clubes eles são convocados e brilham na seleção brasileira.
É por tudo isso que eu acho que faltou a fala do presidente Lula, a expressão: “O Brasil não pode e não vai ficar mais exportando seus talentos para os campos de futebol da Europa”. Neymar ficou e outros agora seguirão seu caminho.
A coluna acima é de exclusiva responsabilidade do autor.
Seja o primeiro a comentar esta coluna, clique aqui!
Os direitos autorais desta página são protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998 - © Copyright 2012 VoteBrasil