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Celso Felício Panza

Rio de Janeiro / RJ

02/09/2010 - 15h44

É t i c a.

Ética. Normas. Eleiçòes definidas. Partido único.

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Ontem fui a um almoço, que de certa forma venho organizando, com amigos de conhecimento oscilando entre cinquenta e sessenta anos; um privilégio. Poucos e variados temperamentos, como humano.

Consegui não sei como, arrancar de casa, da sua clausura, o Jorge Sader, para mim Jorginho. Passei e quebrei deu ergástulo, a “fórceps”. Foi muito interessante por todos os motivos sua presença.

Hoje dou um passeio por onde sei que lança suas ideias e vejo suas considerações sobre ética. Falar de ética e política é como andar pela Divina “Commedia” de Dante Alighieri sem chegar com Virgílio ao céu guiando Dante na procura de sua amada Beatriz.

Nas “bolgias” fétidas percorridas pelo poeta orientando o florentino, os demônios estão a espreitar nos famosos nove círculos como na política, que sob ângulo ético devasta o Brasil.

Ética É poderoso conjunto de normas que guarda conceitos fundamentais sustentados no respeito mútuo, visando o convívio humano, sendo sua decorrência. Objetiva em princípio realizar harmonicamente pela formalidade dessas mesmas regras a plenitude desse convívio sem conflitos maiores. Sua natural e vital importância como ciência de regras é inexistir sanção, punição para sua violação, logo que no respeito puro e simples ao semelhante reside sua observância. Seria, se observada, o encontro da comunhão humana sem o sabor amargo destilado pelo homem através dos séculos.

Sob essa razão, respeito mútuo, tanto quanto universalidade, reside seu poder originário, já que é sinônimo de moral, sua irmã.

Embora Não sejam regras escritas nem obrigatórias, orientam e fundamentam regras formais, escritas, regras de direito que obrigam a todos do grupo.

Aguardar Sem avançar na preferência de quem chegou antecedentemente, por exemplo, em uma simples fila de espera, é o sinal mais simples de respeito ético, moral. Não existem previstas punições de leis para seu desrespeito, não há lei punitiva para quem não respeita a regra, mas ela deve ser acatada, observada.

Pode haver fato contrário à ética sem ser violador de lei, da regra obrigatória. Não o contrário. Se violou-se lei, contrariou-se a ética. Esta é a razão maior daquela, sua raiz.

Em conseqüência, sob o ângulo nuclear da ciência normativa, seu ponto central, toda regra de lei punitiva para qualquer ato censurado pela sociedade organizada, tem como inspiração, sempre, uma norma ética, moral. Não há quebra, desrespeito de princípio legal, regra escrita, enfim lei, sem insurreição à ética, à moral.

Ética e direito são ciências normativas nascidas da mesma origem; o convívio em grupo. A primeira sem imposição do Estado, da lei, inspirada na ordem natural, o segundo sujeito à punição estatal por ser de cumprimento e respeito obrigatórios como declinado, ainda que também movido por direito natural.

Diz O amigo Jorge: “Têm posições que comprometem a imagem das pessoas.”

Sim, Quando há princípio, obrigatório ou não, no caso sem obrigatoriedade, sendo esta a verdadeira sinalização ética originária, como afirmado:

“Foi o que aconteceu quando a candidata Dilma Rousseff declarou que José Dirceu não foi cogitado para o governo, no Portal G1.”; Afirma.

A Afirmação se posiciona em esperar mão de luva e civilidade onde a rudeza e a impropriedade aguardam na sala do visitas.

Surpreso Diz:

“Afinal, o que é isto? Acaso as eleições já se realizaram e estão na fase de escolha de ministros?”.

Não”, As eleições não se realizaram, mas quem tem ausência de ceguidade, sabia e sabe, faz tempo, que a novela seria a que se vê e nenhuma pessoa medianamente inteligente poderia desconhecer que a cena caminha como previsto e só falta o fechamento da cortina para o encerramento da peça; a contagem de votos que querendo ou não, as prévias antecipam.

Quem Não conhecia o “script” da transferência de votos do sucedido, sua forte caneta na mão "que ainda pode fazer misérias", como explicita, e a chave do cofre disponível, ou era néscio ou hipócrita ou somente queria aparecer com fatos, que ao invés de promoverem desgastam.

O óbvio desfila para todos verem sem dissimulações, mas a obviedade é pouco percebida, lamenta-se. O sucedido entrega o bastão, define seu grande sucesso, "ufanista", e patrocina a grande “mãe” que irá dar à luz a um filho pródigo.

O Brasil é maior que isso tudo, o tempo passa, a história registra para ser avaliada, pois se repete, e as intimidações são combatidas, como “constituintes específicas” ou amordaçamento da livre expressão e controle da mídia, recuados os propósitos.

Há Fatos mais importantes do que pedir ética àqueles que mostram seu difícil exercício.

Só Se deve dar importância ao que é importante.Essa A bandeira que todos os informados precisam ter presente, pois se antes achava que inexistiam condições do teórico Gramsci aflorando no Brasil, passei a entender o contrário, principalmente com uma revolução “mancata” que está nos levando pacificamente à unidade partidária.


A coluna acima é de exclusiva responsabilidade do autor.

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