Quarta, 08 de Fevereiro de 2012
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Caio Martins

Editor e produtor gráfico, participou da resistência ao regime militar, foi exilado político, correspondente e jornalista da Rádio Berlim Internacional. Trabalha com edições técnicas e assessoria parlamentar. Mantém o blog literário "Poemas e Crônicas", dentre outros.Publica matérias autorizadas pelos autores nesta coluna. No VB desde 2005.
26/05/2010 - 20h42
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Em homenagem ao delegado Clayton Leão, assassinado neste 26 de maio de 2010.
DESPERTAR É PRECISO
"Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim e não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada."
(Wladimir Maiakovski - 1893/1930).
Após a implantação da absurda Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, e das demagógicas campanhas de desarmamento da população de bem, “nunca d’antes houve, na história deste país”, tanta arma circulando nas mãos do crime, organizado ou não. Sabe-se que milhares de armas foram recolhidas, não se sabe o seu destino. A demagogia de aparecerem, os defensores desse monstrengo jurídico, de martelinho na mão dando porrada em “cano-véio”, faz deles cúmplices e corresponsáveis por cada assassinato cometido desde então com o desarmamento da cidadania e armamento da bandidagem.
Atrás da promoção da legislação e das campanhas encontramos ONGs espúrias locais teleguiadas pela Ford Foundation, dentre outras, cujas ligações diretas com o Departamento de Estado Norte-americano e diretrizes do Pentágono para o “terceiro mundo” são mais que provadas. Basta pesquisar na rede os três termos, e os resultados serão surpreendentes. Não por acaso, a CPI das ONGs foi detonada. Também não por acaso questões estratégicas e de segurança nacional, como a preservação territorial, foram avassaladas por tais organizações, veja-se o caso Raposa Terra do Sol.
Juntemos, a isso, o papel deletério do ECA: menor criminoso não pode assim ser qualificado: por mais monstruoso o crime, é considerado cinicamente de infrator; perguntem às famílias das vítimas o que pensam a respeito. Insistimos que a penalização do réu tem de ser proporcional à gravidade do crime, sem importar idade e outros diferenciais secundários. Tais ideologias “paz e amor” estão produzindo seus resultados: nunca houve tanta impunidade neste país, e o crime jamais foi tão favorecido e prestigiado. A quebra de legislações realmente pesadas para crimes hediondos faz parte desse contexto falsamente “humanitário” (sic!) e o complementa.
Pagamos os impostos mais caros do planeta financiando corrupção, impunidade, ineficiência dos serviços contratados - dentre eles a segurança pública - e vemos a cidadania ser avassalada também pelos canalhas, de má índole, que deitam e rolam graças à inexistência de escrúpulos, sentido de realidade, ética, dignidade, honra e outros quesitos vitais para os gestores da coisa pública. No que se refere ao crime, de há muito os órgãos de segurança pararam de enxugar gelo: estão sendo arrasados pelo dilúvio do degelo... Não é também por acaso que a Justiça é lenta, ineficiente e precária no que se refere às demandas do cidadão de bem. Não funciona porque não deve funcionar...
Atrás de campanhas de desarmamento, de proteção e benesses para criminosos, de descriminalização de drogas e outras gracinhas estão os principais cartéis de traficantes e criminosos e , atrás destes, estão organizações estratégicas para o sistema financeiro internacional. Ao leitor que quiser um exemplo claro e indiscutível, procure informar-se sobre o combate ao crime em Singapura. E verifique quem condena um povo que resolveu peitar a bandidagem e reduzi-la ao mínimo possível. Diz a filosofia que ... “quando os bons se omitem, os maus dominam...”. Estão dominando, aceleradamente... Não temos sequer condições de reclamar, pois não sabemos mais com quem estamos falando...
As armas e as hordas foram lançadas às ruas. O assassinato do delegado baiano Clayton Leão - e, igualmente, o assassinato de qualquer brasileiro de bem - é mais uma afronta à cidadania, e mais um chamado à mais ampla e firme reação popular contra o crime e seus mantenedores materiais e intelectuais, a exemplo das mencionadas organizações, políticos oportunistas safados, legislações que nos tiraram o direito de defesa e pretendem, de fato, nos transformar em reféns de soluções milagrosas por eles mesmos propostas...
Esse é um aspecto vital a ser considerado ao votar em outubro: quem está clara, determinada e definitivamente contra o crime, e a favor da cidadania? Agora que já trabalhamos cinco meses para pagar impostos, talvez ainda haja tempo para refletir sobre isso...
Gosta de ler? Visite:
http://caiovmartins.blogspot.com - Poemas e crônicas
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Mit
29/05/2010 - 18h08 | Curitiba / PR
Existe Outra Verdade ?
Parabens .... Quando os nossos representantes pensam com as nadegas , defecam com o cerebro.Por Isto vivemos em função de todas as porcarias que estes inuteis tem como criatividades para a sociedade. Abraço MIT