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Caio Martins

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Editor e produtor gráfico, foi exilado político e jornalista da Rádio Berlim Internacional. Trabalha com edições técnicas e assessoria parlamentar. Mantém os blogs literários "Poemas e Crônicas" e "Prosa e Verso de Boteco". Publica matérias autorizadas pelos autores nesta coluna. No VB desde 2005.

01/03/2010 - 22h33

Funkão do Deliriuns Tremens

Há, hoje, impunidade tal que qualquer celerado - de qualquer tipo, modelo, marca, ano de fabricação, origem, cor etc. - age com plena liberdade e assombrosa ousadia. As vítimas? Que se explodam!

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Funkão do Deliriuns Tremens

De 2003 para cá o número de armas portáteis, a maioria de tambor e de fabricação nacional, multiplicou-se dramaticamente nas mãos de criminosos. Crimes com elas cometidos, idem, assustadoramente. Depois da Lei 10.826 (Estatuto do Desarmamento), milhares dessas maquinetas de matar foram captadas pelo governo. Todavia não há, em lugar algum, estatísticas e relatórios a respeito do número e, especificamente, do destino a elas dado. Paralelamente, temos o agravante de concepções verdadeiramente irreais - para não dizer safadas e hipócritas - de direitos humanos privilegiando o crime, a bandidagem, a violência e a impunidade para facínoras e em permanente campanha contra os órgãos públicos de segurança. As vítimas? Que se explodam!

Em suas inacreditáveis alucinações ideológicas, montadas no cavalo-doido do oportunismo suicida de exclusivas “origens sociais da criminalidade”, o Estado (Legislativo, Executivo e Judiciário, raríssimas exceções), organizações não governamentais e quejandos nos deixaram, à população de bem e produtiva, completamente inermes nas mãos de predadores de todo tipo, cor, idade, sexo e - pasmem! - crenças religiosas... Esses predadores também falam em nome de Deus, rezam antes, durante ou depois de cometerem seus crimes a exemplo de seus modelos de colarinho branco no poder em Brasília, como vimos pela TV recentemente.

Qualquer policial novato (não importando a corporação) sabe que se der um catiripapo ou puxar o gatilho durante uma operação, corre grande risco de ser ferrado. É a outra cara da moeda alucinada: o inimigo, para os defensores dos direitos desumanos, é a polícia... Deliberadamente mal estruturada, mal paga, mal treinada, posta em camisa de força por legislações tendenciosas e por parte da mídia (que misteriosamente delira, se flagrar um policial nervozinho escrachando um nóia, mas se cala ante a ferocidade do crime e o sofrimento das vítimas), as polícias estão “enxugando gelo” e, mesmo, evitando confrontos físicos e/ou armados. No verso da fita, a corrupção no meio é forte fator desagregante. Os bons policiais não podem agir com energia. Os maus, criminosamente infiltrados, faturam alto.

Desarmaram a população de bem, implantaram enxurrada de leis favorecendo e protegendo bandidos, travaram a ação dos órgãos de segurança pública e seus agentes não corrompidos; há, hoje, mais armas clandestinas pelas ruas que nossa vã imaginação possa conceber. Há, hoje, impunidade tal que qualquer celerado - de qualquer tipo, modelo, marca, ano de fabricação, origem, cor etc. - age com plena liberdade e assombrosa ousadia. O Ministério da Justiça não tem, efetivamente, quaisquer motivos para orgulhar-se de sua performance nos últimos anos. Ao contrário, deveria arder de vergonha, se tal qualidade houvesse nos próceres do País do Faz de Conta.

O sábio princípio de que a pena tem de ser proporcional à gravidade do crime, não importando dados naturais (idade, origem, raça, sexo) ou adquiridos (cultura, crenças, posição social) é, neste Brasil 2.010, absolutamente ignorado. Aqui, não se cumpre pena: se faz estágio para aperfeiçoamento no crime, se pegos; ou leciona exemplo de como barbarizar impunemente, se beneficiados por tanta hipocrisia jurídica e política, principalmente a última. Os monstrengos assassinos que são liberados a granel por serem “di menó” são o melhor exemplo disso. Mensaleiros, cuequeiros e similares, também. Quais, então, os inescrutáveis desígnios e objetivos dessa canalha que, em nome de duvidoso humanismo, assim mergulharam o país na corrupção, no crime, na violência e no medo?

Pela vontade dessa caterva instituída e instituinte, em breve não mais poderão, os proprietários, reagir a invasões criminosas: terão de “dialogar”... Não mais poderá, a imprensa sadia, baixar o cacete sem dó e nem piedade nas tropelias políticas, institucionais e governamentais, como está previsto - dentre outras pérolas - no suspeito PNDH-3, programa de governo para o próximo exercício administrativo nacional, que Deus nos livre e guarde... O saudoso e tão necessário Estanislau Ponte Preta - o Sérgio Porto - ficaria perplexo ante tanta demagogia, mentira, fraude, descaso e periculosidade das atuais tendências e intenções de nossos indigníssimos vossa-exelentíssimos representantes (ditos) republicanos em geral: cassaria o mandato do seu ontológico “Samba do Crioulo Doido”, e instituiria de imediato, em lugar também dos demais hinos pátrios informais, o “Funkão do Deliriuns Tremens”.


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A coluna acima é de exclusiva responsabilidade do autor.

Comentários desta Coluna

Caio

02/03/2010 - 19h07 | São Paulo / SP

O Buraco É Mais Embaixo

Grande MIT,

o diabo é mais feio que parece... Veja as ocupações de terras no "Carnaval Vermelho", assaltos extremamente elaborados com armas de guerra e explosivos, enfim, não por acaso desarmaram a população de bem e instituíram a proteção irrestrita ao crime. Por isso, tantas tentativas de calar a imprensa e cercear o Ministério Público.

E não há que iludir-se: vem mais...

Forte abraço.

Mit

02/03/2010 - 01h09 | Curitiba / PR

Esse Direito Humano È Uma Farsa

Grande Caio. Concordo com voce , e por falar em direitos humanos , conheço a "chefona" desse tal de direitos humanos , sei la oque é isto, mas tem um filhinho que esta em cana por ser malaco desde criança. Vive na tv,se passando por madre Tereza de Caucutá, solicitando melhorias para presidiarios, só falta pedir que se coloque o filhote achacador e bandido em um hotel de 5 estrelas. Não é possivel , bandido tem mesmo que se ferrar.Eles Não tem compaixão com suas vitimas,. Ja vivem em mordomias.

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