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Caio Martins

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Caio Martins

Editor e produtor gráfico, participou da resistência ao regime militar, foi exilado político, correspondente e jornalista da Rádio Berlim Internacional. Trabalha com edições técnicas e assessoria parlamentar. Mantém o blog literário "Poemas e Crônicas", dentre outros.Publica matérias autorizadas pelos autores nesta coluna. No VB desde 2005.

17/06/2010 - 18h19

Euclides da Cunha, reportagem de um genocídio.

"Os Sertões" é um grito de repúdio ao arbítrio, aos desmandos do Estado e um chamado à consciência e resistência para os que se consideram cidadãos, e livres.

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Euclides da Cunha, reportagem de um genocídio.

Ao Mestre, irmão e amigo Luiz Olinto Tortorello.

O principal não é a vida particular do autor, mas seu trabalho e a obra resultante. E sempre que aparece um expoente, todos que nada produzem passam a analisá-lo, explicá-lo, desmontá-lo, como se assim, num tipo estranho de biopsia, pudessem descobrir como produziu sua obra e, por consequência, tomar posse magicamente de seus dons, de sua arte.

A “indústria da arte”(sic!) notadamente a de “best-sellers” é a confirmação mais crua da impossibilidade de destrinchar o dom da escrita, e comprovação do reinado próspero, financeiramente, da mediocridade. A literatura converte-se num produto enlatado, pasteurizado, destinado não à informação e formação do leitor, mas, ao contrário, num elemento anestesiador de sua consciência. Constrói-se um livro em linha de montagem da mesma forma que um computador, um automóvel, um edifício pré-moldado, badulaques de consumo. Escreve-se aquilo que se supõe o povo quer ler e comprar.

Euclides da Cunha escrevia aquilo que em sua época - como hoje - as forças dominantes não queriam exposto e desvendado, como ocorre em “Os Sertões”, reportagem de um genocídio. [...]

Leia o texto completo em:

http://caiovmartins.blogs...agem-de-um.html

(img: euclides da cunha, portinari)


A coluna acima é de exclusiva responsabilidade do autor.

Comentários desta Coluna

Miranda

18/06/2010 - 15h38 | Santos / SP

Euclidiano

Fui, li e gostei! O Caio Martins está de parabéns. O ensaio tem que ser lido por todos que conhecem ou queiram conhecer Euclides da Cunha. Não é abordagem habitual e traz um fato pavoroso do passado para a atualidade. É polêmico ao abrir novas interpretações para o trabalho de Euclides da Cunha ao mesmo tempo em que mostra bem a forte influência dele no estilo do Caio. Excelente ensaio.

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