Quinta, 02 de Setembro de 2010

VoteBrasil

Seu Portal de Informações e Notícias Políticas

Coluna por Caio Martins Assine Nosso Feed

Caio Martins

e-mail site

Caio Martins

Editor e produtor gráfico, foi exilado político e jornalista da Rádio Berlim Internacional. Trabalha com edições técnicas e assessoria parlamentar. Mantém os blogs literários "Poemas e Crônicas" e "Prosa e Verso de Boteco". Publica matérias autorizadas pelos autores nesta coluna. No VB desde 2005.

20/10/2009 - 20h25

DESARMAMENTO: ENXUGANDO GELO

Prof. Bene Barbosa*
(www.movimentovivabrasil.com.br).

Altere o tamanho da letra: A- A+

DESARMAMENTO: ENXUGANDO GELO

Pesquisa prova exatamente o que já sabemos.

A pesquisa sobre apreensões de armas no Brasil, apresentada pela Subcomissão de Armas e Munições do Congresso e presidida pelo Dep. Jungmann, travestida de novas e impressionantes informações, só traz três verdades em seu bojo:

1. A política nacional de segurança pública focada no combate às armas que estão nas mãos de civis honestos fracassou de forma estrondosa. Estamos enxugando gelo: armas são apreendidas e destruídas, saindo assim de circulação, porém os criminosos continuam entrando e saindo intensamente de nosso falido sistema judiciário e carcerário. O narcotráfico, recolhendo diariamente milhões de reais, pode comprar o armamento que quiser, na mesma velocidade que os contrabandistas internacionais conseguem entrar com tal armamento. Por sua vez, os contrabandistas sempre abastecerão esse pulsante mercado, uma vez que a demanda é grande e dinheiro sujo de sangue e cocaína não é problema. Mas a subcomissão, chefiada pelo Dep. Jungmann, continua dizendo que o problema é do .38 comprado pelo pai de família, culpa do velho .32 nas mãos do aposentado. No contra-senso da lógica matemática e da moral, a culpa da ineficiência do Estado é mais uma vez colocada em cima povo;

2. O Estatuto do Desarmamento, em vigor desde 2003, fracassou ao combater a criminalidade e levou aos bandidos a certeza de saber que hoje temos uma sociedade que não consegue exercer o seu legítimo direito de defesa. A constatação é simples e matemática: estados que aderiram com grande entusiasmo à campanha de desarmamento, como por exemplo, Alagoas, terra de Renan Calheiros - um dos pais do desarmamento no Brasil - embora tenha tido uma das mais altas taxas de armas recolhidas (42 armas para cada 10 mil habitantes) amarga o crescimento dos homicídios de 17, 5 para nada menos que 43,4 homicídios para cada 100 mil habitantes no período posterior à campanha de entrega de armas. Pernambuco, terra da “viúva do referendo” (apelido carinhoso dado ao Dep. Jungmann na Câmara Federal), não ficou por baixo e amarga hoje uma das mais altas taxas de homicídios de todo o Brasil, praticamente empatando com Alagoas. Estes são apenas alguns exemplos, dentre tantos possíveis, apenas com uma rápida análise dos dados já trabalhados. Imaginem se tivéssemos acesso aos dados brutos... (veja-se http://www.estadao.com.br...as,74627.htm?).

3. O desarmamento civil continua não tendo apoio popular haja vista a publicação de quase uma centena de comentários favoráveis ao direito de ter armas, no Jornal O Globo. “Você acha que o controle de armas diminui a violência”? Com essa superficial pergunta, ganharam mais um sonoro “NÃO”. Para 79% dos leitores deste jornal carioca, que sempre se posicionou pelo desarmamento, “todo mundo tem direito a ter arma para se defender”. Reafirmando que já houve um referendo, inequivocamente a população brasileira, de Norte a Sul, das grandes capitais às menores e mais longínquas cidadelas, escolheu e votou em manter o direito à compra de armas de fogo para sua proteção.

Um dos pontos que mais chamou a atenção, é que não houve sequer um comentário daqueles 20% que votaram pelo controle de armas na referida pesquisa, mostrando o quanto já está desgastado esse tipo de argumento contra o cidadão de bem. Pelo lado daqueles que votaram pelo direito de defesa, tivemos 82 comentários, alguns bastante incisivos; comentários daqueles que vivem reféns da criminalidade e, que se depender de deputados como Jungmann, Biscaia ou de ONGs desarmamentistas financiadas pelo nosso dinheiro, continuarão reféns por muito tempo. Helicópteros continuarão a ser derrubados, policiais e civis continuarão a morrer nas mãos dos criminosos que, diferentemente das armas apreendidas e destruídas, entram e saem da cadeia ininterruptamente, rindo da sociedade.

Veja os 82 comentários no link abaixo, ao final da matéria:

http://oglobo.globo.com/p...65757.asp?

*
Bene Barbosa é bacharel em direito, presidente do Movimento Viva Brasil, um dos coordenadores do “NÃO” no referendo de 2005 e especialista em Segurança Pública.

Está autorizada a publicação deste artigo desde que em sua íntegra e com o devido crédito.




Gosta de ler? Visite:

http://caiovmartins.blogspot.com - Rapadura de Cordel

http://prosaeversodeboteco.zip.net - Prosa e Verso de Boteco




A coluna acima é de exclusiva responsabilidade do autor.

Comentários desta Coluna

Milton Rezende ( Mit)

21/10/2009 - 17h18 | Curitiba / PR

Grande Caio

Não poderia deixar de tecer um comentério em uma materia que é tão clara quanto a luz da verdade.Isto Poderia chamar-se DOE ARMA PARA O BEM DOS BANDIDOS.Tanto Que as armas apreendidas ninguém viu e ninguém sabe onde foram parar. Bandidos presos com armas, geralmente estão com a identificação raspada. Que diferença faz para o bandido ter arma identificada ou não.É Começo do negocio entre a lei e o crime .Esse É o nosso Brasil onde a justiça,o poder público e bandidos andam de braços dados

Caio

21/10/2009 - 13h31 | São Paulo / SP

Coisas E Coisas

Meu Mestre,

Essa denúncia não é minha, é do amigo Bene Barbosa, e dei lugar na coluna por considerá-la pertinente. Quanto aos aspectos "técnicos", desconheço. O fundamental seria a manutenção do direito do cidadão de bem ter meios de defesa de seus bens, sua família e da própria vida sem empecilhos, e que armas só estivessem na rua nas mãos dos agentes de segurança pública. Desarmaram a população para que os bandidos pudessem deitar e rolar. É o que estão fazendo.

Forte abraço.

Jorge Sader

20/10/2009 - 22h11 | Niterói / RJ

Certo

O seu artigo e complementar com o meu, basta comparar. Só discordo do .38. Tem que que ser rifle semi-automático, capaz de dar a "rajada útil" de 3 tiros.

Abraço, Caio.

Escrever Comentário

Ver Todos Comentários

Os direitos autorais desta página são protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998 - © Copyright 2010 VoteBrasil